Vigilância sanitária adota medidas de precaução após confirmação da doença em cisnes-coscoroba na Lagoa da Mangueira
Foto: Sergiane Base Pereira/Seapi

Equipes de vigilância sanitária visitam criatórios de aves domésticas num raio de 10 quilômetros da Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, onde a doença apareceu em cisnes silvestres. O objetivo é identificar suspeitas da gripe aviária rapidamente e orientar produtores para evitar a propagação do vírus.

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O Serviço de Vigilância Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) iniciou nesta semana) as visitas a 40 propriedades de subsistência localizadas num raio de 10 quilômetros do foco de gripe aviária. A doença atingiu aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba (cisne-coscoroba) na Lagoa da Mangueira, área da Reserva do Taim.

“Acompanhamos a criação desses animais nas proximidades para identificar rapidamente qualquer suspeita e evitar que a doença se espalhe”, explica Grazziane Rigon, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Seapi. Durante as visitas, os técnicos orientam os produtores sobre a importância de observar sinais da doença nas aves e acionar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial em caso de suspeita. “Quanto mais rápida a notificação, maior a chance de conter o avanço”, acrescenta.

Embora o Plano de Contingência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determine esse raio de vigilância apenas para focos em aves comerciais, não havendo regra específica para casos em aves silvestres, a Secretaria adotou a medida como precaução. “Estabelecemos a vigilância dentro desse raio como forma de prevenção”, diz Rigon.

A ação inclui também trabalho de educação sanitária junto às autoridades municipais e regionais, além de lojas agropecuárias. Granjas comerciais na área de abrangência da Supervisão Regional de Pelotas também passam por vistoria para verificação das medidas de biosseguridade.

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Como notificar suspeitas

Produtores devem comunicar imediatamente à Secretaria da Agricultura qualquer suspeita da doença, que inclui sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves. O contato pode ser feito na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

A confirmação da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade ocorreu na terça-feira (03/03). O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) atendeu a notificação de animais mortos ou doentes no dia 28 de fevereiro. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), realizou os exames que confirmaram a doença.