Milho também cai com maior oferta e pressão compradora no mercado
Soja e carne bovina impulsionam exportações de Goiás. Estado registra superávit de US$ 4,21 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Foto: Embrapa/Danilo Estevão

Os preços da soja caíram no Brasil na última semana, pressionados pelo câmbio e pela oferta elevada. A desvalorização do dólar frente ao Real reduziu a competitividade das exportações e impactou as cotações internas.

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Além disso, a expectativa de safra recorde ampliou a disponibilidade e limitou a liquidez no mercado. Segundo o Cepea, agentes atuam com cautela e aguardam melhores oportunidades de negociação.

As projeções indicam aumento da oferta doméstica, o que reforça a pressão sobre os preços. De acordo com a Conab, a safra 2025/26 deve ocupar 48,47 milhões de hectares. A área representa alta de 2,4% em relação ao ciclo anterior.

A produtividade média pode atingir 3.696 kg por hectare, avanço de 2%. Com isso, a produção nacional pode chegar a 179,15 milhões de toneladas. O volume indica crescimento de 4,5% e estabelece novo recorde no País.

No campo, a colheita já alcança 85,7% da área total. Estados como Mato Grosso e Paraná já concluíram os trabalhos.

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Por outro lado, produtores enfrentam problemas no Rio Grande do Sul devido às chuvas irregulares. A instabilidade climática comprometeu a produtividade em parte das lavouras.

Milho recua com oferta maior e pressão compradora

Foto: divulgação – Flickr CNA

Os preços do milho também caíram no Brasil na última semana, influenciados pelo aumento da oferta. Compradores pressionaram as cotações e intensificaram o movimento de baixa no mercado interno. Segundo o Cepea, o dólar mais fraco reforçou a queda no mercado spot.

Na parcial de abril, até o dia 16, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou 4,8%. Com isso, o indicador voltou aos níveis registrados em janeiro deste ano.

Os consumidores acompanham o avanço da colheita da safra de verão. Eles também observam a melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra. Além disso, a queda do dólar reduz a paridade de exportação e limita os preços internos.

Diante desse cenário, compradores negociam de forma pontual. Eles atuam apenas para recompor estoques ou quando encontram preços mais baixos.

Do lado vendedor, alguns agentes mostram maior flexibilidade nas negociações. Mesmo assim, muitos ainda enfrentam dificuldades para comercializar grandes volumes.