Resumo da notícia
- A chuva em São Paulo já superou recordes históricos de setembro em várias cidades, com acumulados que ultrapassam marcas anteriores em até 160%, segundo dados do Inmet.
- O fenômeno é resultado da atuação de uma frente fria no Atlântico e entrada de ar frio, que intensificaram a umidade e formaram áreas de instabilidade no sudeste do país.
- Regiões do sul e leste paulista concentram os maiores volumes, impactando atividades agrícolas e exigindo monitoramento contínuo das condições meteorológicas.
A chuva em São Paulo já superou os recordes históricos de setembro em várias cidades do estado. Nos primeiros 14 dias do mês, estações automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram acumulados acima das maiores marcas já observadas para o período em diferentes pontos paulistas.
O fenômeno ganhou força com a atuação de uma frente fria sobre o Oceano Atlântico, na altura do Sudeste, associada à entrada de ar frio no centro-sul do país. Com isso, a circulação de umidade favoreceu a formação de áreas de instabilidade, principalmente entre o leste e o norte de São Paulo, o sudeste de Minas Gerais e o Rio de Janeiro.
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Cidades de São Paulo superam recordes de chuva
Em Bragança Paulista, no leste paulista, o acumulado de setembro chegou a 273,8 milímetros. Esse volume supera em 160,8% o antigo recorde para o mês, de 105 milímetros, registrado em 2022.
No litoral sul, Iguape também ultrapassou a marca histórica. A estação do Inmet registrou 331,2 milímetros, contra 238,6 milímetros do antigo recorde, de 2019. Assim, o acumulado atual representa uma alta de 38,8%.
Na capital paulista, os volumes também passaram das marcas anteriores. Em Interlagos, a estação registrou 245,8 milímetros, acima dos 145,2 milímetros observados em 2022. Já no Mirante, o acumulado chegou a 253,8 milímetros, superando o recorde anterior de setembro, de 243,1 milímetros, registrado em 1983 na estação convencional do Mirante do Santana.
Além dessas localidades, outras cidades paulistas também ultrapassaram suas marcas históricas. Barra do Turvo, na divisa com o Paraná, acumulou 248,2 milímetros. Em seguida, Registro chegou a 242,6 milímetros; Taubaté, a 180,4 milímetros; Campos do Jordão, a 166,6 milímetros; e Piracicaba, a 159 milímetros.
Chuva se concentra no sul e leste paulista
A maior concentração dos novos recordes de chuva aparece entre o sul e o leste de São Paulo, justamente as áreas que receberam os maiores volumes durante a passagem da frente fria.
Para o produtor rural, o cenário merece acompanhamento das condições meteorológicas, especialmente nas áreas que continuam registrando chuva elevada. No entanto, os efeitos sobre as atividades agrícolas dependem da região, do volume acumulado e da cultura afetada.