Fêmea é monitorada desde sábado (3) e passou pelo litoral do Paraná antes de retornar a Santa Catarina
Elefante-marinho-do-sul (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Uma fêmea de elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) foi flagrada bocejando e coçando a cabeça enquanto descansava em uma praia de São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina. O vídeo foi gravado na tarde de segunda-feira (5).

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O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) acompanha a fêmea desde sábado (3), quando ela apareceu pela manhã na Praia Grande. Na ocasião, a presença de curiosos assustou o animal, que voltou rapidamente para a água. Ao longo da passagem pela região, ela também foi vista nas praias da Saudade e de Itaguaçu, nas proximidades.

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Este é o primeiro registro de um elefante-marinho vivo no trecho entre Araquari e Itapoá, no Litoral Norte catarinense, desde o início das atividades do PMP-BS na região, em agosto de 2015. Em outubro daquele mesmo ano, uma carcaça em decomposição havia sido encontrada.

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Passagem pelo Paraná

Horas após deixar a Praia Grande, ainda no sábado (3), a fêmea reapareceu na praia do Balneário Brejatuba, em Guaratuba, no litoral do Paraná.

A equipe multidisciplinar do PMP-BS e do LEC da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelo trecho 6 do monitoramento, avaliou o animal. Segundo os técnicos, a fêmea apresentava boas condições físicas e não precisou de intervenção.

Elefante-marinho boceja e coça a cabeça durante soneca em praia de SC (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A comparação de fotos feitas pelas equipes da Univille e da UFPR permitiu identificar marcas naturais no corpo e confirmar que se tratava do mesmo animal visto naquela manhã em Santa Catarina. No domingo (4), ela retornou a São Francisco do Sul.

Monitoramento e orientações

Desde então, a equipe do PMP-BS/Univille monitora a fêmea com o apoio dos Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul, da Polícia Militar Ambiental e da prefeitura.

Os técnicos se revezam durante o dia, enquanto outros órgãos parceiros acompanham o animal à noite. Especialistas mantêm a área isolada para evitar que a presença humana cause estresse e force a fêmea a deixar o local antes de terminar o descanso.