Resumo da notícia
- A agrônoma Daniele Santos de Souza, de Itabuna (BA), foi uma das 10 finalistas nacionais do programa CNA Jovem, destacando-se com o projeto ViverCacau para viveiristas de cacau.
- O projeto ViverCacau visa criar a primeira associação nacional de viveiristas de cacau, promovendo qualidade, padronização e acesso a políticas públicas no setor.
- O Senar anunciou investimentos para 2026, com capacitações e missões técnicas para jovens do programa, incluindo os dez vencedores de 2025, fortalecendo o agronegócio brasileiro.
A agrônoma Daniele Santos de Souza, de Itabuna (BA), conquistou um dos dez principais reconhecimentos nacionais da 6ª edição do CNA Jovem, programa considerado o maior formador de lideranças do agronegócio brasileiro. O resultado foi anunciado durante o encontro nacional realizado na sede do Sistema CNA/Senar, em Brasília.

Daniele apresentou o projeto ViverCacau, que propõe criar a primeira associação nacional de viveiristas de cacau, um elo estratégico e pouco estruturado da cadeia produtiva. A iniciativa busca articular viveiristas de diferentes regiões do país, promovendo qualidade, padronização, representatividade e acesso a políticas públicas e mercados.
Na edição 2025 do CNA Jovem, 3.700 jovens iniciaram o programa. Desses, apenas 62 chegaram à fase final, e 10 se tornaram destaques nacionais, representando os estados da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Santa Catarina.
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Durante a cerimônia, o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, anunciou novos investimentos no programa a partir de 2026. Segundo ele, 100 jovens das três últimas edições serão selecionados para um plano de desenvolvimento de médio prazo, com capacitações, missões técnicas nacionais e internacionais e mentoria continuada. Os dez vencedores de 2025 também participarão de uma missão técnica pelas principais regiões agropecuárias do país.
Projeto nasce da experiência no território
Doutoranda em melhoramento genético de cacau, Daniele explica que passou a conceber o ViverCacau em 2017, a partir de sua atuação acadêmica e profissional no Sul da Bahia.
“Os viveiristas de cacau atuam de forma dispersa e não se sentem representados coletivamente. A associação nasce dessa lacuna”, afirma.
O projeto conta com apoio técnico do Centro de Inovação do Cacau (CIC) e de professores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), que colaboram na estruturação da proposta e na mobilização de profissionais de diferentes estados.
Para Daniele, o reconhecimento amplia o compromisso com o setor:
“Agora é transformar a proposta em realidade, fortalecer a articulação nacional e dar voz a quem sustenta a base produtiva do cacau.”
A meta do ViverCacau é qualificar a produção de mudas, fortalecer a renda dos produtores e contribuir para uma cacauicultura mais organizada, eficiente e sustentável. Recolocando o Sul da Bahia no mapa da inovação do agronegócio brasileiro.








