Resumo da notícia
- Preços do trigo seguem em alta no Brasil devido à oferta limitada na entressafra, com valores no RS acima de R$ 1.300/t e no PR ultrapassando R$ 1.350/t, retornando a patamares de 2025.
- Produtores retêm o trigo no mercado interno ante a expectativa de menor safra e os riscos do El Niño, que pode afetar a colheita no Sul do país com chuvas excessivas no segundo semestre de 2026.
- Indústrias moageiras aceitam preços mais altos para atender demanda spot e recompor estoques, enquanto o consumo interno do cereal deve se manter estável nos próximos meses.
Os preços do trigo seguem em alta no mercado brasileiro. A oferta limitada sustenta as cotações durante a entressafra. Além disso, vendedores mantêm postura retraída diante dos possíveis impactos do El Niño no Sul do Brasil.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, o mercado registra altas consecutivas nas principais regiões produtoras. No Rio Grande do Sul, o preço médio estadual superou R$ 1.300 por tonelada. Assim, os valores retornaram aos níveis de agosto de 2025. Já no Paraná, as cotações ultrapassaram R$ 1.350 por tonelada. Dessa forma, os preços voltaram aos patamares observados em setembro de 2025.
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Ainda conforme o Cepea, produtores seguem retendo o cereal no mercado interno. A expectativa de menor produção na próxima safra reforça esse movimento.
De olho no tempo
As incertezas climáticas aumentam a cautela entre os triticultores do Sul do País. A confirmação do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 mantém produtores em alerta. O excesso de chuvas pode atingir o período de maturação e pré-colheita do trigo.
Do lado comprador, as moageiras aceitam preços mais elevados nas negociações. Segundo o Cepea, as indústrias buscam atender à demanda no mercado spot e recompor estoques. Além disso, o consumo interno deve permanecer estável nos próximos meses, fator que sustenta o ritmo das compras.