Resumo da notícia
- A AMIPA conduz uma safra experimental de algodão com gotejamento subterrâneo para avaliar irrigação, fertirrigação e cultivares, visando melhorar a produtividade no Cerrado mineiro.
- O projeto ainda está em fase de coleta de dados, sem resultados concretos sobre ganhos de produtividade, economia de água ou rentabilidade.
- A parceria com a Netafim oferece suporte técnico especializado para validar protocolos de manejo e otimizar a aplicação de água e nutrientes diretamente na zona radicular da planta.
A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (AMIPA) conduz uma safra de algodão com gotejamento subterrâneo em sua fazenda experimental. A área avalia irrigação, fertirrigação e cultivares para gerar informações aos produtores de Minas Gerais.
A safra ainda está em acompanhamento técnico e coleta de dados. Portanto, não há resultados que permitam afirmar ganhos de produtividade, economia de água ou rentabilidade.
“Essa é a primeira safra de algodão no gotejamento subterrâneo e o objetivo é validar protocolos de manejo, definir estratégias mais eficientes e avaliar cultivares que contribuam para elevar os níveis de produtividade do algodão no Cerrado mineiro”, explica Bruno Praça, representante técnico de vendas da Netafim.
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Segundo Lício A. Pena de Sairre, diretor executivo da AMIPA, o projeto atende à busca dos associados por tecnologias de manejo mais precisas.
“Os associados estão em busca de tecnologias que permitam alcançar maiores produtividades e manejos mais assertivos. A partir dessa demanda, estabelecemos uma parceria com a Netafim para instalar um sistema de gotejamento subterrâneo em nossa fazenda experimental e avaliar seus resultados”, afirma.
A iniciativa foi apresentada durante um dia de campo com produtores, consultores e representantes de revendas. A área experimental também permite acompanhar o sistema durante o ciclo da cultura e reunir dados sobre o manejo.
A escolha da Netafim levou em consideração, segundo a AMIPA, a experiência da empresa em projetos agrícolas no Brasil e o suporte oferecido durante as diferentes etapas da iniciativa.
“O suporte técnico foi um fator determinante para nós. Tivemos acompanhamento da equipe da Netafim, do parceiro regional Pivodrip e de todos os profissionais envolvidos no projeto, além do suporte pós-venda”, destaca Sairre.
Água e nutrientes chegam à zona radicular
No sistema de irrigação localizada, água e nutrientes chegam diretamente à região das raízes. A fertirrigação permite parcelar a aplicação dos nutrientes ao longo do ciclo, acompanhando as diferentes fases de desenvolvimento do algodoeiro.
Segundo William Damas, especialista agronômico da Netafim, a aplicação localizada favorece o aproveitamento dos recursos pela planta.
“Quando aplicamos água e nutrientes diretamente na região das raízes, aumentamos a eficiência de absorção e criamos condições para explorar melhor o potencial produtivo do algodoeiro”, explica.

A fertirrigação também permite fornecer nutrientes em doses menores e mais frequentes. Segundo a empresa, a estratégia busca acompanhar as diferentes fases fenológicas da cultura e reduzir perdas.
“Grande parte da adubação do algodão ainda é realizada em cobertura, concentrando nutrientes em uma ou duas aplicações, principalmente nas fases iniciais de desenvolvimento. Isso pode favorecer perdas por lixiviação, volatilização ou pelas características de solos com baixa capacidade de retenção”, explica.
Com a aplicação parcelada, o manejo pode acompanhar a demanda da planta ao longo do ciclo. Ainda assim, o resultado depende das condições de solo, clima e condução da lavoura.
Outro ponto avaliado no projeto é a possibilidade de manter a irrigação e a fertirrigação em fases mais avançadas do ciclo, inclusive durante a abertura de capulhos e o desenvolvimento dos baixeiros.
“Esse manejo favorece a continuidade do crescimento do ponteiro e pode resultar em incrementos de produtividade e rentabilidade, aproveitando a eficiência do sistema para entregar água e nutrientes exatamente onde a planta necessita”, afirma.
Como as linhas ficam enterradas, o sistema exige acompanhamento e manutenção específicos. Por isso, os dados coletados durante a safra também serão importantes para avaliar as condições de operação da tecnologia na área experimental.
Irrigação passa a contar com dados
Além do sistema de irrigação, o projeto utiliza ferramentas digitais para acompanhar o manejo. A plataforma GrowSphere reúne informações agronômicas e operacionais relacionadas à irrigação e à fertirrigação.
O monitoramento da umidade do solo e das condições climáticas pode apoiar as decisões sobre o momento da irrigação e a aplicação de nutrientes. Assim, a equipe consegue relacionar as condições da área às necessidades do algodoeiro em cada fase do ciclo.
A integração entre irrigação, fertirrigação e agricultura digital faz parte da proposta apresentada pela Netafim para a área experimental.

“A irrigação moderna vai muito além da simples aplicação de água. Com soluções como GrowSphere, Digital Farming e fertirrigação, é possível fornecer água e nutrientes no momento correto, durante todo o ciclo da cultura, buscando máxima eficiência produtiva”, destaca Bruno Praça.
A safra segue em fase de acompanhamento técnico e coleta de dados. Portanto, os resultados ainda não permitem concluir se o sistema proporcionará ganhos de produtividade, economia de água ou maior rentabilidade.
Com o avanço do experimento, os dados obtidos na área poderão ajudar produtores mineiros a avaliar a adoção do gotejamento subterrâneo em diferentes condições de cultivo.