Resumo da notícia
- O governo dos EUA propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil e outros 59 países, baseada em investigação sobre uso de trabalho forçado na produção.
- A medida foi anunciada após a imposição de uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, com o argumento de práticas comerciais prejudiciais, e ainda passará por consulta pública a partir de 7 de julho.
- Produtos como carne bovina, suco de laranja, café (exceto solúvel) e frutas tropicais estão isentos da nova tarifa, mas itens fora das listas de exclusão podem enfrentar cobrança total acumulada de até 37,5%.
O governo dos Estados Unidos propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados do Brasil e de outros 59 países. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (3).
A nova cobrança tem como base uma investigação sobre mercadorias supostamente produzidas com uso de trabalho forçado.
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Entenda o anúncio da medida
A proposta surgiu um dia após os EUA anunciarem uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras. O governo norte-americano alegou práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país.
Segundo o documento, trabalho forçado inclui qualquer serviço exigido sob ameaça e sem consentimento voluntário do trabalhador.
As novas tarifas ainda não entram em vigor. Antes disso, o governo americano abrirá consulta pública e realizará audiências a partir de 7 de julho.
A resolução prevê a cobrança sobre produtos dos países investigados. No entanto, uma lista com mais de 80 páginas traz diversas exceções.
Isenção da tarifa de 12,5%
Entre os produtos brasileiros isentos da tarifa adicional de 12,5% estão carne bovina, suco de laranja, tomate, castanha-do-pará, banana, abacaxi e manga. A lista também inclui café, exceto o solúvel, além de cevada e açaí.
Por outro lado, produtos dispensados da nova tarifa, mas não da sobretaxa anterior, passarão a pagar 25%. Já os itens que não aparecem em nenhuma das listas de exclusão poderão enfrentar uma cobrança acumulada de 37,5%.









