Resumo da notícia
- A Anvisa determinou a apreensão e suspensão da venda do Chá Sarapião e de vários emagrecedores irregulares, sem registro e autorização, por apresentarem risco à saúde do consumidor.
- Os produtos proibidos incluem chás e cápsulas que imitam medicamentos como o Mounjaro, mas sem controle sanitário, podendo causar efeitos adversos e riscos graves à saúde.
- A agência intensificou em 2026 as fiscalizações contra falsificações e produtos clandestinos ligados ao mercado de emagrecimento, reforçando a proibição de itens sem registro e licença sanitária.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (14/8), a apreensão do medicamento Chá Sarapião, fabricado pela empresa Natural Ervas Produtos Naturais Ltda. (Farmagon), inscrita no CNPJ 03.021.976/0001-39. A medida também suspende a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso do produto em todo o território nacional.

A decisão consta na Resolução (RE) nº 3.161, assinada em 12 de agosto e publicada dois dias depois no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a Anvisa, os itens eram anunciados e vendidos sem registro, notificação ou cadastro junto à agência reguladora. Além da ausência de registro, a fabricante do chá não possui autorização sanitária para funcionar. O que, para a agência, agrava o risco à saúde do consumidor.
Anvisa também mira falsos “emagrecedores”
A mesma resolução determinou a apreensão de uma série de produtos vendidos como emagrecedores, fabricados por empresa não identificada. Vários deles trazem em seus nomes referências diretas a canetas emagrecedoras de sucesso no mercado, como o Mounjaro, medicamento aprovado no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 2 e também associado à perda de peso.
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Confira a lista completa dos itens proibidos:
- Milagroso Ervas Black
- Milagroso Ervas Mounjaro Turbo
- Milagroso Ervas Mounjaro 3x Turbo
- Milagroso Ervas Detox
- Mounfor X Emagrecedor
- Milagroso Ervas Cápsula Azul
- Milagroso Ervas Mounjaro Rosa
- Milagroso Ervas Mounjaro
- Milagroso Ervas Vermelho
- Milagroso Ervas
Todos os lotes desses produtos não podem ser fabricados, distribuídos ou vendidos. Além disso, as empresas não podem divulgá-los nem utilizá-los em qualquer parte do país. A Anvisa recomenda que consumidores que tenham algum desses itens em casa interrompam o uso imediatamente e busquem atendimento médico em caso de efeitos colaterais.
Uma nova frente na guerra contra emagrecedores irregulares
A apreensão desta sexta-feira não é um caso isolado. A Anvisa vem intensificando, ao longo de 2026, as ações de fiscalização contra produtos que exploram a popularidade das canetas emagrecedoras à base de semaglutida e tirzepatide. Em janeiro, a agência já havia proibido a venda, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de medicamentos à base de tirzepatide produzidos por empresas sem licença. Um movimento que abriu o ciclo de fiscalizações mais rígidas do ano contra falsificações e produtos clandestinos ligados ao mercado do emagrecimento.
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Produtos como chás, cápsulas e fórmulas “naturais” que prometem resultados semelhantes aos de medicamentos registrados representam um risco duplo: além de não terem eficácia comprovada, muitas vezes contêm substâncias não declaradas no rótulo, sem controle de dosagem ou qualidade. Por não passarem pelo processo de registro sanitário, a Anvisa não tem como garantir a segurança desses itens. O que pode incluir contaminação, interações medicamentosas perigosas ou reações adversas graves.
A agência orienta o consumidor a sempre verificar, antes da compra, se o produto possui número de registro visível na embalagem. E reforça que qualquer suspeita de venda irregular, em lojas físicas ou plataformas digitais deve ser denunciada aos canais de fiscalização sanitária.
A Resolução RE nº 3.161/2026 pode ser consultada na íntegra no Diário Oficial da União (DOU).