Laranja Valência é negociada a R$ 380 por tonelada para a indústria, enquanto algumas regiões registram alta nas cotações
laranja e limão
Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

A safra de citros no Rio Grande do Sul avança em diferentes regiões, mas apresenta cenários distintos de comercialização. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado em 3 de setembro, algumas áreas registraram melhora nas cotações, enquanto outras continuam com preços reduzidos.

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Na região de Caxias do Sul, a laranja Umbigo negociada na Ceasa/Serra subiu de R$ 2,45 para R$ 2,58 por quilo. A bergamota Montenegrina também teve valorização, passando de R$ 2,75 para R$ 2,94 por quilo. Apesar disso, produtores relatam dificuldades para escoar a produção.

Laranja Valência segue pressionada

Em Erechim, a colheita das variedades Salustiana, Iapar, Umbigo Navelina e Rubi foi encerrada, com preços próximos de R$ 0,40 por quilo.

Enquanto isso, a colheita da laranja Valência começou no início de agosto. A fruta destinada à indústria de suco é comercializada a R$ 380 por tonelada, valor que, segundo a Emater/RS-Ascar, compromete a cobertura dos custos de colheita em algumas localidades.

Além disso, os produtores enfrentam retração da demanda e preços menores para a fruta destinada ao mercado in natura. A Emater/RS-Ascar, entretanto, registra expectativa de leve recuperação das cotações a partir de setembro, com a subvenção aprovada e a elevação gradual das temperaturas.

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Colheita avança no Estado

Na região de Lajeado, os produtores esperam uma safra normal em volume e qualidade, mas ainda enfrentam baixa procura e preços reduzidos.

Em Montenegro, a colheita da bergamota Montenegrina alcançava 60% dos pomares, enquanto a laranja Valência chegava a 30%. Já em Maratá, a Montenegrina atingia 70% da área e a Murcott chegava a 30%.

Em São José do Sul, a colheita da laranja Valência alcançava 90%, o mesmo percentual da laranja do Céu Paulista. A Monte Parnaso chegava a 20%, enquanto a Montenegrina atingia 70%.

Por outro lado, em Arvorezinha, as geadas registradas entre 23 e 25 de agosto podem ter afetado pomares em floração. Os produtores concentravam os tratamentos no controle da podridão floral, conhecida como estrelinha. Na região, a laranja Valência tinha apenas 5% de colheita, enquanto Monte Parnaso e Lane Late chegavam a 50%.

Os pomares de bergamota também apresentavam intensa floração, o que pode exigir manejo de raleio. Além disso, foram observadas quedas pontuais de frutos causadas pela pinta-preta, sem perdas significativas até aquele momento. Assim, a safra de citros no Rio Grande do Sul avança em ritmos diferentes. Enquanto algumas regiões registram melhora nas cotações, outras ainda enfrentam preços baixos e dificuldades para cobrir os custos de produção.