Foto: divulgação Agência Brasil / José Cruz

O governo federal lançará o Plano Safra 2026/27 da agricultura empresarial na próxima terça-feira (30), sem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia ocorrerá às 10h, no Palácio do Planalto, em Brasília. Lideranças e entidades do agronegócio receberam os convites para o evento nesta sexta-feira (26). No entanto, Lula participará da Cúpula do Mercosul, no Paraguai, durante a cerimônia.

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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, representará o governo no lançamento. A ausência de Lula rompe uma tradição recente nas apresentações da principal política agrícola do país. Já o Plano Safra 2026/27 da agricultura familiar será anunciado às 17h da mesma terça-feira. O governo espera que Lula retorne a tempo para participar dessa cerimônia.

Ausência de Lula pode gerar repercussão política

A dificuldade para conciliar compromissos criou uma situação inédita. Pela primeira vez em anos, o governo anunciará o Plano Safra empresarial sem o chefe do Executivo. Nos bastidores de Brasília, a avaliação é que a ausência de Lula reduz o peso político do evento.

Além disso, a decisão pode provocar críticas da oposição e de representantes do agronegócio. Segundo essa leitura, o episódio também pode enfraquecer o ministro André de Paula. O ministro ainda busca ampliar o diálogo com lideranças do setor agropecuário.

Agenda presidencial definiu lançamento do Plano Safra 2026/27

A equipe da Presidência enfrentou dificuldades para ajustar a agenda presidencial. O Plano Safra entra em vigor em 1º de julho e, tradicionalmente, o governo anuncia o programa antes dessa data. Lula permanecerá em Brasília na segunda-feira (29). Entretanto, o jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo inviabilizou novas agendas públicas.

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Na terça-feira (30), o presidente seguirá para o Paraguai, onde participará da reunião do Mercosul. Em seguida, na quarta-feira (1º), viajará ao Nordeste para compromissos no Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte até quinta-feira (2).

Até esta sexta-feira, o governo ainda avaliava anunciar o Plano Safra na sexta-feira (3). Essa data representa o último prazo permitido pela legislação eleitoral para divulgar programas governamentais.

A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) proíbe a publicidade institucional dos órgãos públicos a partir de 4 de julho de 2026. O prazo corresponde aos três meses anteriores ao primeiro turno das eleições.

Plano Safra da agricultura familiar

A participação de Lula no lançamento do Plano Safra da agricultura familiar ainda depende da agenda presidencial. Mesmo assim, o governo trabalha para garantir sua presença.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário pretende repetir a estratégia adotada em anos anteriores. A pasta planeja promover uma feira com agricultores familiares nas proximidades do Palácio do Planalto. Além disso, o ministério pretende reunir pequenos produtores rurais e apoiadores do governo no Salão Nobre durante a cerimônia.

Elaboração do Plano Safra ficou em nível técnico

Segundo informações de bastidores, Lula não participou diretamente da elaboração do Plano Safra 2026/27. Diferentemente de anos anteriores, o debate permaneceu no nível técnico. As discussões envolveram poucas reuniões ministeriais ampliadas. A Casa Civil coordenou os trabalhos para definir a nova política agrícola.