Produtor de Feira Nova transforma a atividade e projeta crescimento na carcinicultura com apoio da família e uso de tecnologia
Produção de camarão ganha força no Agreste — Foto: SEBRAE MT

O produtor rural José Ivaldo Oliveira trocou a agricultura pela criação de camarão há 11 anos, em Pernambuco. Desde então, ele transformou a atividade em uma fonte sólida de renda. Atualmente, ele produz cerca de duas toneladas por semana, com apoio do filho, o engenheiro de pesca Emerson Oliveira.

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Além disso, a família encontrou em Feira Nova, no Agreste setentrional, condições ideais para o cultivo. Assim, José Ivaldo se tornou o primeiro produtor de crustáceos do município. A experiência abriu espaço para o crescimento da atividade na região.

Segundo Emerson, o sistema utiliza o chamado camarão cinza, muito valorizado no mercado nacional.

“Esse é o camarão cinza, camarão de praia. É o maior camarão produzido aqui no Brasil e é muito versátil com as características zootécnicas dele. Se adapta muito bem às nossas condições, tanto às condições de água quanto também de qualidade do solo”, afirmou.

Além disso, o produtor projeta ampliar a produção nos próximos meses. “Até o final do ano, a nossa previsão é de 13 toneladas”, destacou Emerson. Para a comercialização, o camarão precisa atingir pelo menos 10 gramas, peso mínimo exigido para venda.

Por outro lado, a atividade segue em expansão no município. Hoje, Feira Nova reúne cerca de 20 produtores. Juntos, eles alcançam aproximadamente 200 toneladas, segundo dados da Secretaria de Agricultura local. Dessa forma, a carcinicultura se consolida como uma atividade econômica relevante na região.

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Integração do setor no Nordeste e no Piauí

Além do avanço em Pernambuco, o setor também se fortalece em outras regiões do Nordeste. No Piauí, especialistas e produtores discutem a expansão da criação de camarão para o interior do estado. Durante seminário recente em Parnaíba, instituições como Adapi, Codevasf e universidades destacaram o potencial do semiárido. Assim, a atividade avança como alternativa de renda, inovação e desenvolvimento regional no Nordeste.