Resumo da notícia
- A pesca na Lagoa de Araruama cresceu 19,4% entre janeiro e agosto de 2026, totalizando 455,4 toneladas de peixes e crustáceos, segundo a Universidade Veiga de Almeida.
- A captura de camarão-rosa em São Pedro da Aldeia aumentou 20,8% em agosto, e Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande estão em período de defeso para proteger os estoques.
- O aumento nas capturas indica recuperação dos estoques pesqueiros e boa saúde ambiental da lagoa, enquanto a pesca artesanal movimenta cerca de R$ 3 milhões por ano na primeira venda do pescado.
A pesca na Lagoa de Araruama, no Rio de Janeiro, cresceu 19,4% entre janeiro e agosto de 2026, em relação ao mesmo período de 2025. Segundo o projeto Estatística Pesqueira da Lagoa de Araruama, da Universidade Veiga de Almeida (UVA), os pescadores capturaram 455,4 toneladas de peixes e crustáceos, contra 381,4 toneladas no mesmo período de 2025.
Além disso, o camarão-rosa avançou em agosto. Em São Pedro da Aldeia, os pescadores desembarcaram 3,3 toneladas, contra 2,7 toneladas em julho, uma alta de 20,8%. Já em Cabo Frio, a captura chegou a 17 toneladas no mês.
Enquanto isso, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande entraram em período de defeso para a captura de peixes. Nesse período, os pescadores precisam respeitar a restrição para proteger os estoques e favorecer a reprodução das espécies.
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Pesquisa acompanha os desembarques
Para Eduardo Pimenta, coordenador do projeto e do Grupo de Estudos da Pesca da UVA, o aumento das capturas acompanha um cenário de recuperação dos estoques pesqueiros observado pelo projeto.
“O avanço constante nos índices de captura mostra a boa saúde ambiental da laguna. Esse cenário permite a rápida recuperação dos estoques pesqueiros após os períodos de defeso”, avalia.
Além disso, a equipe do projeto monitora os desembarques ao longo do ano. Dessa forma, o levantamento permite acompanhar as mudanças na produção e dimensionar a importância econômica da atividade para as comunidades locais.
Pesca movimenta milhões
A pesca artesanal movimenta cerca de R$ 3 milhões por ano na primeira venda do pescado, segundo o levantamento. No primeiro semestre de 2025, o setor movimentou cerca de R$ 3,9 milhões.
No entanto, os números municipais apresentados pelo levantamento ainda apresentam uma divergência. O documento informa 455,4 toneladas como volume total capturado entre janeiro e agosto, mas os volumes atribuídos separadamente aos municípios somam 475,4 toneladas.
Por enquanto, o volume de 455,4 toneladas representa o total acumulado informado pelo projeto para o período.