Prevenção contra doenças que causam aborto e infertilidade ajuda a manter a produção de bezerros e evitar prejuízo na fazenda

A vacinação reprodutiva protege o rebanho bovino contra doenças que causam aborto, morte embrionária e nascimento de bezerros debilitados. Dessa forma, o produtor reduz as perdas gestacionais e mantém a regularidade na produção de bezerros.

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Cada prenhez perdida tira um animal do desmame, da venda ou da reposição do rebanho, mesmo assim, a fazenda continua pagando alimentação e manejo das matrizes que não produziram.

O médico-veterinário Gibrann Frederiko, defende essa prevenção porque ela evita riscos que só aparecem no resultado financeiro quando já é tarde para corrigir. “Quando o rebanho está protegido, o produtor reduz os riscos sanitários e consegue trabalhar com mais previsibilidade dentro do planejamento reprodutivo”, afirma.

Quais doenças afetam a reprodução

Seis doenças respondem pela maior parte dos problemas reprodutivos em bovinos: brucelose, leptospirose, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina (BVD), campilobacteriose e tricomonose. A importância de cada uma varia conforme a região, o sistema produtivo e o nível de biosseguridade da propriedade. No caso da brucelose, a legislação exige que um profissional habilitado aplique a vacina.

Essas doenças não causam só aborto: também provocam repetição de cio, aumentam o intervalo entre partos e reduzem a taxa de prenhez. Por isso, muitas vezes o produtor só percebe o problema quando os indicadores já pioraram.

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O custo de uma gestação perdida

A queda na taxa de prenhez compromete a reposição do rebanho e reduz o volume de animais disponíveis para venda. Em casos mais graves, ainda aumenta o descarte involuntário de vacas e os gastos veterinários.

“Cada gestação perdida representa um animal que não será desmamado, comercializado ou utilizado na reposição do rebanho. Por isso, a reprodução precisa ser tratada como um dos centros econômicos da pecuária de cria”, diz Frederiko.

Protocolo precisa começar antes da estação de monta

O produtor deve definir o calendário de vacinação com antecedência, considerando o início da estação de monta e o histórico sanitário da propriedade. Alguns produtos exigem duas doses iniciais na primovacinação, dentro de um intervalo determinado e animais já imunizados precisam de reforços nas datas indicadas. Caso contrário, o protocolo perde eficiência.

Armazenamento errado anula a proteção

A conservação e a aplicação da vacina também interferem no resultado. Produto vencido, temperatura errada de armazenamento e dose ou via incorretas são falhas comuns que comprometem a imunização.

Por isso, vale registrar cada aplicação data, produto, lote, validade e animais vacinados. Assim, o produtor identifica com mais facilidade reforços pendentes e falhas sanitárias.

Vacina não substitui manejo completo

A vacinação reprodutiva não substitui outros cuidados, já que o desempenho do rebanho depende da combinação entre sanidade, nutrição, genética e manejo. Por isso, um programa completo costuma incluir avaliação ginecológica das fêmeas, exame andrológico dos touros, controle de doenças venéreas e parasitas, quarentena para animais recém-chegados e diagnóstico de gestação.

Indicadores mostram onde estão os gargalos

Ao acompanhar as taxas de prenhez, natalidade e desmame, o produtor consegue avaliar se o protocolo sanitário está funcionando o mesmo vale para o intervalo entre partos e a idade ao primeiro parto.

“O primeiro passo é medir os resultados atuais da fazenda. A partir desses dados, é possível entender onde estão os principais problemas e estruturar um calendário sanitário adequado”, orienta o veterinário.

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Portanto, a vacinação reprodutiva funciona melhor quando o produtor a inclui no planejamento anual da fazenda, em vez de tratá-la como resposta a surtos já registrados.