Resumo da notícia
- No Zoo São Paulo, veterinários cuidam de 2.500 animais de quase 300 espécies, realizando mais de 5.300 atendimentos anuais com exames, cirurgias, fisioterapia e cuidados preventivos.
- A equipe enfrenta desafios variados ao atender desde aves e répteis até grandes mamíferos, exigindo profundo conhecimento anatômico e comportamental e trabalho em equipe constante.
- O hospital passou por modernização com R$ 2 milhões em investimentos e apoia a conservação por meio de tratamentos, resgates, programas reprodutivos e procedimentos pioneiros, como transfusão entre onças-pintadas.
Manter a saúde de milhares de animais exige acompanhamento constante. No Zoo São Paulo, médicos-veterinários cuidam de aproximadamente 2.500 animais de quase 300 espécies e realizam cerca de 5.300 atendimentos e procedimentos por ano.
A rotina inclui exames laboratoriais e de imagem, cirurgias, tratamentos ortopédicos e odontológicos, além de fisioterapia, acupuntura e cuidados preventivos. Os profissionais também acompanham partos e cuidam de filhotes.
No Dia do Médico-Veterinário, celebrado em 9 de setembro, a rotina do hospital mostra a diversidade de desafios enfrentados pela equipe.
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Cada espécie exige cuidados diferentes
Os profissionais podem atender aves e répteis e, em seguida, trabalhar com animais de grande porte, como rinocerontes, hipopótamos e onças-pintadas.
Por isso, a equipe precisa conhecer as características anatômicas, fisiológicas e comportamentais de cada espécie. As técnicas de manejo e contenção também mudam conforme o animal e o procedimento.
“A preparação para lidar com uma rotina tão diversa exige estudo contínuo, planejamento e muito trabalho em equipe. Nenhum atendimento é igual a outro. Preparar-se para atender desde um filhote de ave a uma girafa significa dominar anatomia, fisiologia e comportamento de centenas de espécies diferentes. O segredo está em antecipar os cenários, discutir casos em equipe e dominar as particularidades de cada espécie, para ter a segurança para agir nas mais diversas situações”, explica Maria Fernanda Gondim, médica-veterinária-chefe do Zoo São Paulo.
Além disso, avaliações periódicas ajudam a equipe a identificar alterações de saúde e iniciar o tratamento precocemente.

Hospital também apoia a conservação
O Hospital Veterinário passou recentemente por uma modernização que recebeu R$ 2 milhões em investimentos, segundo o Zoo São Paulo. A estrutura conta com centro cirúrgico, radiologia, farmácia e áreas de internação, reabilitação e quarentena.
Entre os procedimentos realizados estão exames em primatas, avaliações por imagem em onças-pintadas, tratamentos odontológicos em alpacas e casqueamento preventivo em javalis-africanos e carneiros-da-barbária.
A atuação também se estende aos animais resgatados. Em 2026, nove papagaios vítimas de uma tentativa de tráfico internacional de fauna silvestre foram destinados pelo Ibama ao Zoo. Após a quarentena e a avaliação de saúde, as aves passaram a integrar o Bosque da Conservação.
Os veterinários ainda participam de programas reprodutivos e de conservação. Em março de 2026, profissionais do Zoo participaram da primeira transfusão de sangue entre onças-pintadas registrada no Brasil.
Assim, além de tratar doenças, a equipe acompanha a saúde dos animais e contribui para ações de manejo e conservação da fauna.