Produção cresce 5% em Valinhos, mesmo com instabilidades climáticas e fortalece exportações para Europa e Oriente Médio
Foto: Quinta de Corujas /Flickr

Valinhos (SP), conhecida como a “capital do figo roxo”, projeta colher cerca de 4 mil toneladas de figo na safra 2025/26, iniciada em novembro. A estimativa representa um aumento de 5% em relação à temporada anterior, mesmo diante das variações climáticas registradas nos últimos meses.

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O município conta com 410 propriedades rurais, sendo 120 voltadas à produção de figo e goiaba. Segundo o engenheiro-agrônomo Francisco Fabiano, da Casa da Agricultura de Valinhos, o frio prolongado atrasou o início da colheita, mas não comprometeu o volume nem a qualidade dos frutos.

Já o presidente do Sindicato Rural de Valinhos, Pedro Pelegrini, avalia que o inverno úmido e equilibrado favoreceu uma safra com frutas de ótimo dulçor, o que aumentou a demanda internacional. “Entre novembro e dezembro, cerca de 35% da produção foi exportada para Europa, Oriente Médio e Canadá, com excelente aceitação. Essa performance garante boas margens para os produtores locais e estabilidade nos preços do mercado interno”, destaca.

Produtores

Entre os produtores beneficiados está Matheus Lacarini, cuja família cultiva figo há mais de 60 anos, atualmente na quarta geração. Ele administra dez propriedades com cerca de 100 mil pés, que rendem 800 toneladas por ano. “O figo ainda é visto como uma fruta exótica. Mas o consumo nacional vem crescendo. Há espaço para expandir o mercado interno”, afirma.

Além do figo, as propriedades dos Lacarini produzem uva, pêssego, goiaba, manga e atemoia. O que, segundo o produtor, mantém o equilíbrio do solo e diversifica os negócios. “O Circuito das Frutas de São Paulo oferece condições ideais para ampliar a produção e fortalecer a agricultura local”, completa.

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Além disso, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o Brasil produziu 20,5 mil toneladas de figo em 2024. Com destaque para o Estado de São Paulo, líder nacional em volume e produtividade média de 10,5 toneladas por hectare.