Resumo da notícia
- A Epamig participa de estudo inédito que analisa aspectos microbiológicos, físico-químicos e sensoriais dos queijos artesanais produzidos em microrregiões emergentes de Minas Gerais.
- O projeto visa valorizar os queijos mineiros ao compreender o papel dos fungos na formação das características sensoriais e físicas, fortalecendo a identidade regional e o mercado.
- Parcerias entre universidades e órgãos agropecuários promovem inovação, padronização de métodos e capacitação técnica para aprimorar a produção artesanal de queijo em Minas Gerais.
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) participa de um estudo inédito sobre as características dos queijos artesanais produzidos em Minas Gerais. A pesquisa, coordenada pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), analisa aspectos microbiológicos, físico-químicos e sensoriais de queijos produzidos em microrregiões recentemente reconhecidas como áreas produtoras.

O projeto, intitulado “Estado da arte de queijos artesanais emergentes produzidos em Minas Gerais”, é liderado pela professora Luciana Albuquerque Caldeira Rocha (Unimontes). Pela Epamig, participam o pesquisador Daniel Arantes e a chefe do Departamento de Pesquisa, Cristiane Viana.
Segundo Arantes, o estudo surgiu da necessidade de compreender melhor o papel dos fungos na formação das características sensoriais e físico-químicas dos queijos de casca florida, um tipo que vem ganhando espaço nas regiões de Diamantina e Entre Serras da Piedade ao Caraça. “Essas análises ajudam a valorizar e diferenciar os queijos artesanais mineiros, fortalecendo a identidade regional e o potencial de mercado”, explica o pesquisador.
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O projeto também amplia o escopo para outras áreas produtoras, como o Norte de Minas e a Serra Geral, com o objetivo de mapear a diversidade microbiológica e as peculiaridades de cada território.
Parcerias fortalecem a pesquisa
A iniciativa nasceu da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos (RMQA), coordenada pela Epamig. E integra universidades, institutos e órgãos do setor agropecuário para promover inovação e sustentabilidade na cadeia produtiva do queijo artesanal em Minas Gerais.
Com início em 2022, o projeto está em fase final de análises, incluindo a identificação de fungos em amostras de queijos selecionadas com apoio da Emater-MG. Os resultados também compõem a dissertação de mestrado em Zootecnia de Luiz Guilherme Santos de Carvalho, na Unimontes.
Capacitação e formação técnica
Em fevereiro, o Centro de Pesquisa e Treinamento em Queijos Artesanais da Epamig, localizado em São João del-Rei, promoveu o Curso Prático de Isolamento e Caracterização de Fungos Filamentosos do Queijo Minas Artesanal.
A professora Fabiana Aparecida Couto, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), ministrou o treinamento. Ele combinou aulas teóricas e práticas sobre isolamento, cultivo e análise de fungos relacionados ao queijo mineiro. Participaram alunos de pós-graduação da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e integrantes da equipe de pesquisa da Epamig.
De acordo com Daniel Arantes, o trabalho colaborativo entre instituições é essencial para consolidar resultados. “A atuação em rede permite padronizar metodologias e gerar dados comparáveis entre microrregiões. Isso é fundamental para oferecer suporte técnico e estratégico à produção artesanal de Minas”, reforça.