Milho segue estável, com preços próximos de R$ 69
Põe mais água no feijão: entenda a alta de preço. A análise foi divulgada pelos pesquisadores do Cepea. Confira.
Foto: IAC

Os preços do feijão preto e carioca iniciaram abril em queda, conforme dados do Cepea/CNA. No primeiro trimestre, as cotações avançaram e atingiram patamares recordes. A oferta limitada sustentou os preços nos três primeiros meses do ano. Porém, a retração da demanda passou a pressionar o mercado nas últimas semanas.

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Os pesquisadores do Cepea afirmam que o setor agora busca um novo equilíbrio. Além disso, a lenta transmissão de preços entre indústria e varejo influencia esse movimento. O mercado também reage à transição para a segunda safra. Nesse cenário, incertezas climáticas no Sul do País aumentam a atenção dos agentes.

No mercado externo, o Brasil exportou 27,28 mil toneladas de feijão em março. O volume supera fevereiro em 2,4% e cresce 51,3% frente a março de 2025.

As importações somaram 3,13 mil toneladas no período analisado. Esse volume recuou 17% em relação a fevereiro, segundo a Secex. Apesar da queda mensal, as compras externas ainda superam em quatro vezes março do ano passado.

Milho

Foto: divulgação – Flickr CNA

Os preços do milho seguem estáveis e próximos de R$ 69 por saca de 60 kg. Mesmo assim, o mercado interno registrou pequenas quedas nos últimos dias. Segundo o Cepea, compradores demonstram baixo interesse nas negociações. Muitos agentes relatam estoques e aguardam recuos mais intensos nos preços.

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Por outro lado, vendedores aumentaram a participação nas negociações. Em alguns momentos, eles reduziram os valores ofertados para fechar negócios.

O Cepea aponta que a queda do câmbio reduz a paridade de exportação. Além disso, o avanço da colheita da safra de verão pressiona os preços.

As chuvas também retornaram em regiões produtoras da segunda safra. Esse fator deve favorecer o desenvolvimento das lavouras de milho no Brasil.