Resumo da notícia
- Os preços do feijão preto e carioca caíram em abril após alta recorde no primeiro trimestre, pressionados pela retração da demanda e pela transição para a segunda safra, com incertezas climáticas no Sul.
- O Brasil exportou 27,28 mil toneladas de feijão em março, alta de 2,4% sobre fevereiro e 51,3% em relação a março de 2023, enquanto as importações caíram 17%, mas ainda são quatro vezes maiores que no ano passado.
- Os preços do milho estão estáveis, próximos de R$ 69/saca, com baixa demanda interna e aumento da oferta devido à colheita da safra de verão, enquanto as chuvas recentes favorecem o desenvolvimento das lavouras.
Os preços do feijão preto e carioca iniciaram abril em queda, conforme dados do Cepea/CNA. No primeiro trimestre, as cotações avançaram e atingiram patamares recordes. A oferta limitada sustentou os preços nos três primeiros meses do ano. Porém, a retração da demanda passou a pressionar o mercado nas últimas semanas.
Os pesquisadores do Cepea afirmam que o setor agora busca um novo equilíbrio. Além disso, a lenta transmissão de preços entre indústria e varejo influencia esse movimento. O mercado também reage à transição para a segunda safra. Nesse cenário, incertezas climáticas no Sul do País aumentam a atenção dos agentes.
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No mercado externo, o Brasil exportou 27,28 mil toneladas de feijão em março. O volume supera fevereiro em 2,4% e cresce 51,3% frente a março de 2025.
As importações somaram 3,13 mil toneladas no período analisado. Esse volume recuou 17% em relação a fevereiro, segundo a Secex. Apesar da queda mensal, as compras externas ainda superam em quatro vezes março do ano passado.
Milho

Os preços do milho seguem estáveis e próximos de R$ 69 por saca de 60 kg. Mesmo assim, o mercado interno registrou pequenas quedas nos últimos dias. Segundo o Cepea, compradores demonstram baixo interesse nas negociações. Muitos agentes relatam estoques e aguardam recuos mais intensos nos preços.
Por outro lado, vendedores aumentaram a participação nas negociações. Em alguns momentos, eles reduziram os valores ofertados para fechar negócios.
O Cepea aponta que a queda do câmbio reduz a paridade de exportação. Além disso, o avanço da colheita da safra de verão pressiona os preços.
As chuvas também retornaram em regiões produtoras da segunda safra. Esse fator deve favorecer o desenvolvimento das lavouras de milho no Brasil.