Espada-de-São-Jorge é trunfo paisagístico e símbolo de proteção
Foto: Onofre Castilho/Flickr

A aparência é inconfundível: folhas firmes, pontiagudas e de tonalidades marcantes. Originária da África, de biomas secos e pedregosos, a espada-de-São-Jorge é altamente adaptável aos mais diversos ambientes e apresenta numerosas variedades, desde as que podem atingir cerca de 1 metro de altura (como a ‘Laurentii’) até versões compactas (como a ‘Hahnii’), miniaturas graciosas e de baixa manutenção.

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Essas características conferem à planta, de nome científico Dracaena trifasciata, um protagonismo renovado no paisagismo. Além da presença tradicional nos jardins, a espécie se destaca pela estética diferenciada em composição com outras plantas, criando contrastes interessantes.

A associação mais imediata, no entanto, é cultural e religiosa. Há muito tempo, acredita-se que a espada-de-São-Jorge protege os lares, afastando o mau-olhado. No sincretismo religioso brasileiro, além de estar ligada ao mártir cristão do século III, a planta é associada, nas tradições da umbanda e do candomblé, a Ogum, o orixá da coragem.

Proteção e purificação do ar

Em 1989, o estudo NASA Clean Air Study, chefiado por Bill Wolverton, investigou, em ambiente controlado, diversas plantas com destacado potencial purificador do ar. A maioria das espécies analisadas era de origem tropical e apresentava elevada resistência.

Entre elas, destacou-se a popular espada-de-São-Jorge. Segundo o estudo, suas principais vantagens são justamente a adaptabilidade e a robustez. A planta demonstrou ainda extraordinária capacidade em absorver substâncias como benzeno, xileno e tricloroetileno, compostos presentes em emissões de veículos, cigarros, solventes e tintas.

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Pode haver aqui um caso em que a crença popular, nos poderes de São Jorge, encontra, de alguma forma, o respaldo na ciência?