Fonte de ômega-3, proteínas, cálcio e vitamina D, o peixe foi consumido duas vezes por semana pelos participantes durante 12 meses

A sardinha em lata esteve associada à melhora de alguns parâmetros de saúde em idosos com pré-diabetes, segundo um estudo realizado em Barcelona, na Espanha. Durante 12 meses, os pesquisadores acompanharam 152 pessoas com 65 anos ou mais e incluíram o peixe enlatado em azeite de oliva na alimentação de parte dos participantes.

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Publicado na revista Clinical Nutrition, o estudo avaliou o efeito do consumo de 200 gramas de sardinha em lata por semana, divididos em duas porções de 100 gramas. Além disso, todos os participantes receberam orientação nutricional para reduzir o risco de diabetes tipo 2.

Sardinha em lata entrou na alimentação duas vezes por semana

Os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos. Enquanto um recebeu apenas as orientações nutricionais, o outro acrescentou 200 gramas de sardinha em lata por semana à dieta. Após 12 meses, o grupo que consumiu o peixe apresentou menor proporção de participantes classificados como de risco muito elevado para desenvolver diabetes tipo 2, segundo o FINDRISC, questionário usado para estimar o risco da doença.

Além disso, os pesquisadores observaram aumento do HDL, redução dos triglicerídeos e da pressão arterial. O grupo também apresentou melhora na resistência à insulina, medida pelo índice HOMA-IR. Segundo os pesquisadores, a composição nutricional da sardinha pode ajudar a explicar os resultados, já que o peixe fornece ácidos graxos ômega-3, EPA e DHA, além de vitamina D e taurina.

Versão em lata reúne nutrientes e facilita o consumo

A sardinha em lata fornece proteínas, ômega-3, cálcio, vitamina D e vitamina B12. Além disso, as espinhas amolecem durante o processo de conservação e podem ser consumidas, contribuindo para a ingestão de cálcio. O peixe também fornece EPA e DHA, dois tipos de ômega-3 associados à saúde cardiovascular, enquanto a vitamina B12 participa do funcionamento do sistema nervoso e da formação das células sanguíneas.

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Outro ponto é a praticidade. A sardinha em lata pode ficar armazenada por longos períodos e exige pouco preparo. No entanto, o teor de sódio varia conforme a marca e o tipo de produto. Por isso, vale conferir a informação nutricional no rótulo, principalmente para quem precisa controlar o consumo de sal.

Estudo não comprova que sardinha previne diabetes

Apesar dos resultados, o estudo não comprova que a sardinha em lata, sozinha, previna o diabetes tipo 2. Os pesquisadores avaliaram especificamente pessoas com 65 anos ou mais que já apresentavam pré-diabetes. Além disso, todos os participantes receberam orientação nutricional, o que impede atribuir os resultados exclusivamente ao consumo do peixe.

Por isso, os resultados não podem ser aplicados automaticamente a todas as pessoas ou a qualquer forma de consumo de sardinha. A pesquisa avaliou especificamente a inclusão de 200 gramas de sardinha enlatada em azeite de oliva por semana durante 12 meses.

Ainda assim, o trabalho acrescenta evidências sobre a inclusão da sardinha em lata na alimentação de idosos com pré-diabetes. Nesse grupo específico, o consumo semanal esteve associado a mudanças favoráveis em diferentes parâmetros metabólicos.