Transmitida principalmente por carrapatos, a doença pode causar anemia, queda na produção e até morte; veja como proteger o rebanho
boiada
Foto: Wenderson Araujo - Sistema CNA Senar

Um dos touros que morreram durante a 49ª Expointer, em Esteio (RS), teve a morte atribuída à tristeza parasitária bovina (TPB), segundo o veterinário responsável pelo atendimento dos animais no evento. O caso chama atenção porque a doença pode provocar anemia, reduzir a produtividade e, nos quadros graves, matar bovinos.

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A TPB reúne principalmente a babesiose, causada pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina, e a anaplasmose, provocada pela bactéria Anaplasma marginale. Em geral, o carrapato dos bovinos transmite os agentes. Além disso, insetos hematófagos e materiais contaminados com sangue também podem transmitir a bactéria responsável pela anaplasmose.

Quais são os sinais da doença

No início, o animal pode apresentar sinais discretos. Por exemplo, pode ficar mais parado, se afastar do lote, manter a cabeça baixa e deixar as orelhas caídas. Também pode perder o apetite, reduzir a ruminação e apresentar febre, além de aumento das frequências respiratória e cardíaca. Nas vacas leiteiras, a queda na produção de leite também pode indicar o problema.

À medida que a doença avança, o animal pode desenvolver anemia, fraqueza, desidratação e icterícia. Na babesiose, principalmente nos casos provocados por B. bigemina, a urina também pode ficar escura ou avermelhada. Em situações graves, o quadro pode provocar alterações neurológicas e levar o bovino à morte.

Como prevenir a tristeza parasitária

O carrapato transmite os agentes da doença e, por isso, seu controle ocupa um papel importante na prevenção. No entanto, o produtor não deve esperar uma infestação elevada para agir.

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Segundo Daniel Rodrigues, gerente técnico da unidade de negócio de Ruminantes da MSD Saúde Animal, o produtor deve adaptar o controle às condições de cada propriedade. Para isso, precisa monitorar o rebanho e utilizar os produtos de acordo com orientação técnica.

Além disso, a estratégia deve considerar a região, o nível de infestação e as características do rebanho. Dessa forma, o produtor consegue antecipar as medidas de controle e reduzir o risco de novos casos.

Diagnóstico orienta o tratamento

Como diferentes agentes podem provocar sinais semelhantes, o diagnóstico ajuda o veterinário a definir a conduta adequada.

Por isso, ao identificar sinais compatíveis com tristeza parasitária, o produtor deve procurar assistência veterinária. Assim, será possível confirmar a causa do problema e adotar as medidas necessárias para proteger o restante do rebanho.