Resumo da notícia
- A arroba do boi gordo mantém estabilidade no mercado brasileiro, mas a demanda interna fraca limita altas nos preços, mesmo com exportações aceleradas e oferta ajustada.
- O consumo de carne bovina no mercado doméstico diminui, pois famílias substituem por frango, carne suína e ovos, pressionando o escoamento e os preços ao longo da cadeia.
- A carne suína ficou mais competitiva frente ao frango em julho devido à queda de preços, causada pelo excesso de oferta no atacado da Grande São Paulo e pela chegada de produtos do Sul.
A arroba do boi gordo segue firme no mercado brasileiro. No entanto, a demanda interna enfraquecida limita novas altas nos preços. Segundo o Cepea, a oferta de animais terminados permanece ajustada em boa parte das regiões produtoras. Ao mesmo tempo, as exportações de carne bovina continuam em ritmo acelerado.
Apesar do bom desempenho das vendas externas, o mercado interno ainda impede uma valorização maior da arroba. Os pesquisadores do Cepea afirmam que o poder de compra das famílias segue pressionado. Por isso, muitos consumidores substituem a carne bovina por proteínas mais acessíveis.
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Entre as principais alternativas estão o frango, a carne suína e os ovos. Essa mudança reduz o consumo de carne bovina no mercado doméstico.
Como resultado, o escoamento da carne bovina ocorre de forma mais lenta. Consequentemente, frigoríficos enfrentam dificuldades para repassar preços ao longo da cadeia. Esse cenário também reduz a margem para que as indústrias ofereçam valores mais altos pela arroba do boi gordo, destaca o Cepea.
Carne suína ganha espaço frente ao frango
A carne suína aumentou sua competitividade frente ao frango na parcial de julho, até o dia 28. Segundo o Cepea, os preços das carnes suína e bovina caíram em relação à média de junho. Entretanto, a retração foi mais intensa na carne bovina. Já o preço do frango resfriado permaneceu praticamente estável no mesmo período.
Com esse movimento, a carne suína ficou mais competitiva diante da proteína avícola. Em contrapartida, perdeu competitividade frente à carne bovina.
Agentes consultados pelo Cepea atribuem a queda da carcaça especial suína ao excesso de oferta no atacado da Grande São Paulo.
Além disso, a chegada de produtos do Sul, principal polo produtor do país, ampliou a oferta no mercado paulista. Isso reforçou a pressão sobre as cotações da proteína suína.









