Resumo da notícia
- O Instituto Agronômico de São Paulo lançou a IAC 139, nova cultivar de mandioca com produtividade 25% maior e raízes com 41% de matéria seca, ideal para a indústria de farinha e fécula.
- A IAC 139 destaca-se pela colheita precoce, resistência à bacteriose e raízes claras, características que facilitam o processamento industrial e atendem à demanda das fábricas.
- Indicada para São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, a cultivar foi desenvolvida desde 2012 e registrada oficialmente, ampliando as opções para produtores do Centro-Sul do Brasil.
O Instituto Agronômico (IAC-APTA), de São Paulo, lançou a IAC 139, nova cultivar de mandioca voltada à indústria com produtividade média 25% superior às variedades em uso no campo. A novidade chega como homenagem aos 139 anos da instituição, celebrados em junho de 2026.

Além do ganho de produtividade, a IAC 139 apresenta 41% de matéria seca nas raízes, com 80% a 85% de amido. E apenas 1% a 2% de fibras. Esse perfil eleva o rendimento industrial na produção de farinha, polvilho e fécula. E atende à demanda por raízes de casca e polpa claras, preferência das fábricas.
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“Essa cultivar possui alto teor de matéria seca e raízes de casca e polpas claras, que são um grande atrativo para as indústrias. Para atender o setor, nossa pesquisa considerou essas características, além de rendimento e resistência à bacteriose, a principal doença da cultura da mandioca”, afirma José Carlos Feltran, pesquisador do IAC, vinculado à APTA e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
A cultivar tem ciclo de 10 a 13 meses do plantio à colheita. E se destaca pela colheita precoce, o que permite melhor planejamento da safra e da entrega às indústrias.
Onde a IAC 139 se adapta
A IAC 139 é indicada para as regiões produtoras de mandioca de indústria nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Em São Paulo, a cultura ocupa cerca de 70 mil hectares, concentrados principalmente na região do Médio Paranapanema, próximo à divisa com o Paraná.
No Brasil, a produção anual de mandioca para indústria, farinha e fécula gira em torno de 20 milhões de toneladas, em área próxima de 1 milhão de hectares. O país é autossuficiente nesses produtos. Os principais estados produtores são Pará (líder nacional), Bahia, Ceará, Paraná e Mato Grosso do Sul, além de São Paulo.
No Centro-Sul, os produtores ainda utilizam cultivares tradicionais como IAC 14, IAC 90, IAC 118-95, IPR Paraguainha, IPR B36 e BRS CS01. Segundo Feltran, cada região mantém suas cultivares de referência. E a IAC 139 entra como mais uma opção para os campos paulistas, onde predominam as cultivares IAC de mandioca industrial.
Como surgiu a IAC 139
O desenvolvimento da nova cultivar começou em 2012, por meio de cruzamento de campo entre as cultivares IAC 14 e Fécula Branca. Dentre milhares de clones gerados, os pesquisadores selecionaram o IAC 19-12, que reuniu as melhores características avaliadas ao longo de anos de plantio em diferentes locais.
Batizado de IAC 139, o novo material foi registrado no Registro Nacional de Cultivares do Ministério da Agricultura e Pecuária (RNC/MAPA), o que viabiliza sua multiplicação e comercialização por produtores e viveiristas credenciados.









