Frango e carne suína sustentam o avanço da produção, enquanto a retenção de fêmeas reduz a oferta de carne bovina em 2027
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Foto de Luna Wang na Unsplash

A produção brasileira de carne bovina, suína e de frango deve chegar a 34,07 milhões de toneladas em 2026, considerando as projeções individuais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para 2027, o volume deve avançar para 34,26 milhões de toneladas.

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O crescimento, porém, ocorre em ritmos diferentes. Enquanto frango e suíno ampliam a produção, a carne bovina deve recuar em 2027 devido à retenção de fêmeas para recomposição do rebanho.

Frango lidera a produção

A carne de frango deve manter a liderança. Em 2026, a Conab estima 16,3 milhões de toneladas, alta de 3,1%. Além disso, as exportações devem alcançar 5,76 milhões de toneladas, crescimento de 11,53%.

Para 2027, a produção pode chegar a 16,7 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, o consumo interno deve atingir 10,9 milhões de toneladas e as exportações, 5,8 milhões.

Suínos avançam

A carne suína deve registrar crescimento de 4,79% em 2026, para 5,93 milhões de toneladas. As exportações podem alcançar 1,58 milhão de toneladas, enquanto a oferta interna deve chegar a 4,36 milhões.

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Em 2027, a produção deve subir para 6,15 milhões de toneladas, alta de 3,7%. Além disso, as exportações podem chegar a 1,65 milhão de toneladas e a disponibilidade interna, a 4,52 milhões.

Retenção de fêmeas reduz produção bovina

Na pecuária bovina, a retenção de fêmeas para recomposição do rebanho deve reduzir a oferta de animais para abate. Em 2026, a produção está estimada em 11,84 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem crescer 4,46%, para 4,73 milhões de toneladas.

Já em 2027, a produção deve cair para 11,41 milhões de toneladas. Mesmo assim, as exportações podem alcançar 4,843 milhões de toneladas. Com a menor oferta de animais para abate, o mercado bovino entra em uma fase diferente das cadeias de frango e suíno. A retenção de fêmeas busca recompor o rebanho e pode limitar temporariamente o volume produzido.

Ovos mantêm alta

A produção de ovos também deve crescer. Para 2026, a Conab projeta 49,7 bilhões de unidades, alta de 1,37%.

Em 2027, o volume pode chegar a 51,3 bilhões de unidades, avanço de 3,30%. Assim, a produção deve aumentar em cerca de 1,6 bilhão de ovos.

A maior parte da produção deve continuar destinada ao mercado interno nos dois anos. Com isso, o crescimento da oferta acompanha a demanda doméstica por uma fonte de proteína de amplo consumo no país.