Resumo da notícia
- Sete cavalos morreram em Santa Helena de Goiás, com um confirmado com raiva; as autoridades investigam se a doença afetou os demais animais da propriedade rural.
- Três trabalhadores rurais que tiveram contato com os cavalos estão sendo monitorados pela saúde, permanecendo sem sintomas até o momento.
- Após a confirmação, cerca de 40 bovinos foram vacinados e há reforço na vigilância contra morcegos, principais transmissores da raiva no meio rural da região.
Sete cavalos morreram em uma propriedade rural de Santa Helena de Goiás, no Sudoeste do estado. O caso mobilizou as autoridades sanitárias depois que um dos animais apresentou sinais compatíveis com raiva.
O produtor comunicou as mortes à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Técnicos foram até o local, coletaram material de um dos cavalos e enviaram a amostra para análise.
- Cavalos contrabandeados acendem alerta por parasita que “come carne”
- Frigorífico entra em recuperação judicial com dívida de R$ 128 milhões
O exame confirmou raiva no animal.
Os outros seis cavalos já estavam mortos havia alguns dias. Por isso, os técnicos não conseguiram obter material adequado para confirmar o diagnóstico. Embora as autoridades considerem as mortes suspeitas, ainda não há confirmação de que a doença tenha atingido todos os animais.
Trabalhadores recebem acompanhamento
Três trabalhadores rurais tiveram contato com os cavalos durante o manejo. Por precaução, as autoridades de saúde acompanham os profissionais, que permaneciam sem sintomas até a última atualização.
A raiva atinge o sistema nervoso. O vírus pode passar para seres humanos quando a saliva de um animal infectado entra em contato com ferimentos ou mucosas.
Por isso, quem sofrer uma exposição de risco deve procurar atendimento de saúde. No campo, o produtor também deve evitar contato direto com animais que apresentem sinais neurológicos.
Bovinos recebem vacina contra raiva
Após a confirmação, a propriedade reforçou as medidas de prevenção.
Cerca de 40 bovinos receberam a vacina contra a raiva. As autoridades também orientaram produtores das proximidades a reforçar a proteção dos rebanhos.
Ao mesmo tempo, equipes começaram a monitorar possíveis abrigos de morcegos na região.
No meio rural, o morcego-vampiro-comum (Desmodus rotundus) tem papel importante na transmissão da raiva para bovinos e cavalos. Ao se alimentar de sangue, um morcego infectado pode transmitir o vírus pela saliva que deixa na ferida.
A Agrodefesa mantém um programa estadual de vigilância da doença. Entre as ações, técnicos monitoram e controlam populações de morcegos hematófagos.
Quais sinais merecem atenção?
Animais com raiva podem apresentar alterações de comportamento, dificuldade para caminhar, perda de coordenação, tremores, paralisia e salivação excessiva.
No entanto, outras doenças também provocam sinais semelhantes. Por isso, o produtor não deve tentar confirmar a raiva apenas pela observação.
Diante de uma suspeita, a recomendação é reduzir o contato com o animal e comunicar rapidamente o serviço de defesa sanitária.
Em Santa Helena de Goiás, as autoridades continuam investigando as mortes. Até agora, o exame laboratorial confirmou raiva em um dos sete cavalos.