Resumo da notícia
- A onça-parda é um felino adaptável, presente em todos os biomas brasileiros, capaz de saltar até 5,5 metros e correr a 80 km/h, favorecendo a caça e o deslocamento rápido.
- É o mamífero com o maior número de nomes comuns, com mais de 40 registrados no Guinness e mais de 80 em estudos científicos, refletindo sua ampla distribuição geográfica.
- O Projeto EcoFauna monitora mais de 13 onças-pardas em Piraí (RJ), destacando a importância de fragmentos de mata e corredores florestais para a movimentação e conservação da espécie.
A onça-parda (Puma concolor) vive em todos os biomas brasileiros e ocupa uma extensa área das Américas. Também chamada de suçuarana, puma e leão-da-montanha, ela consegue se adaptar a diferentes ambientes.
O felino reúne características que favorecem essa adaptação, como velocidade, agilidade e capacidade de se deslocar por áreas de vegetação distintas. O Projeto EcoFauna reuniu curiosidades sobre o animal em parceria com o Programa de Conservação de Mamíferos do Cerrado (PCMC).
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A onça-parda aparece no Guinness World Records como o mamífero com o maior número de nomes comuns. Atualmente, a página do Guinness registra 40 denominações.
Já estudos científicos reuniram mais de 80 nomes atribuídos ao Puma concolor em diferentes idiomas e regiões das Américas. Essa variedade acompanha a ampla distribuição geográfica do felino.
Felino não consegue rugir
Diferentemente da onça-pintada e do leão, o Puma concolor não consegue rugir. Em vez disso, utiliza sons como miados, ronronados, chiados e outras vocalizações

A agilidade também chama atenção. Segundo o material do projeto, o felino pode saltar até 5,5 metros de altura e alcançar 12 metros de distância.
Em curtas distâncias, chega a 80 km/h. Essa velocidade favorece tanto a perseguição de presas quanto deslocamentos rápidos.Vive em todos os biomas brasileiros
Vive em todos os biomas brasileiros
A capacidade de adaptação permite que a onça-parda ocupe ambientes variados, incluindo áreas de mata e regiões montanhosas.
Entretanto, a ampla distribuição não significa ausência de ameaças. Entre elas estão a perda e a fragmentação de habitats, a caça, os atropelamentos, as queimadas e os conflitos com pessoas.
Nesse cenário, fragmentos de vegetação e corredores florestais podem favorecer o deslocamento entre diferentes áreas de habitat.
Fêmeas criam os filhotes
As fêmeas cuidam dos filhotes sozinhas. Durante o desenvolvimento, ensinam habilidades importantes para a sobrevivência, como caçar, escalar e se esconder.
Nesse período, os jovens permanecem dependentes da mãe enquanto desenvolvem as habilidades necessárias para viver por conta própria. A aprendizagem ocorre gradualmente e inclui comportamentos essenciais para encontrar alimento e evitar ameaças.
Os filhotes nascem com pintas pelo corpo, que ajudam na camuflagem. Conforme crescem, essas marcas desaparecem.
Monitoramento em Piraí
O Projeto EcoFauna informou ter identificado mais de 13 indivíduos diferentes de onça-parda em Piraí, no Rio de Janeiro.
De acordo com o projeto, os felinos utilizam fragmentos de mata e corredores florestais para se deslocar. O monitoramento, portanto, ajuda a acompanhar a presença e a movimentação dos animais nessas áreas.
Além disso, identificar diferentes indivíduos permite observar como eles utilizam a paisagem ao longo do tempo. Essas informações ajudam a compreender a importância dos fragmentos de mata e dos corredores para a circulação da espécie.
Esconde parte da presa

A onça-parda também pode esconder ou enterrar parte de uma presa para retornar ao local posteriormente.
Embora seja uma predadora, o ser humano não faz parte de sua dieta habitual. Segundo o projeto, o felino procura evitar o contato com pessoas e tende a fugir diante da presença humana.
Esse comportamento discreto, associado à capacidade de ocupar diferentes ambientes, contribui para a presença do Puma concolor em regiões distintas do país.