Tape'ỹ é monitorado por GPS e câmeras no Parque Nacional do Iguaçu e permanece dentro da unidade de conservação
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Foto: Divulgação/Onças do Iguaçu.

Uma onça-pintada que mobilizou equipes após aparecer em uma área urbana de Foz do Iguaçu, no Paraná, foi solta no Parque Nacional do Iguaçu e segue sendo monitorada por GPS. Desde a soltura, os registros mostram que o animal permanece dentro da unidade de conservação e não voltou a se aproximar de regiões urbanizadas.

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O macho recebeu o nome de Tape’ỹ e apareceu no bairro Três Lagoas no fim de junho. Na ocasião, agentes da Polícia Ambiental e equipes do Projeto Onças do Iguaçu participaram do resgate.

Depois da captura, a equipe veterinária do Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional, recebeu o animal. Durante o período de cuidados, os profissionais realizaram exames clínicos e laboratoriais e trataram os ferimentos provocados durante a captura.

Além disso, Tape’ỹ manteve a alimentação normal e apresentou condições para retornar ao ambiente natural. Por isso, após avaliar os resultados dos exames e o comportamento do animal, as equipes decidiram pela soltura.

GPS acompanha os deslocamentos

Antes de liberar Tape’ỹ, as equipes instalaram um colar de monitoramento por GPS. Com isso, passaram a acompanhar os deslocamentos do felino e a observar sua adaptação ao ambiente natural.

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Ao mesmo tempo, câmeras instaladas pelo Projeto Onças do Iguaçu registraram a presença da onça em diferentes pontos do parque. Até o momento, esses registros mostram que o animal continua dentro da unidade de conservação.

Dessa maneira, o monitoramento permite acompanhar o comportamento de Tape’ỹ depois do retorno à natureza. Além disso, os dados podem ajudar as equipes a entender como ele utiliza o território e a orientar estratégias de conservação da espécie na região.

Região não registrava onças-pintadas havia mais de 20 anos

Segundo o Projeto Onças do Iguaçu, a região do lago de Itaipu onde Tape’ỹ foi encontrado não registrava onças-pintadas havia mais de 20 anos.

No entanto, os exames e as avaliações realizados após o resgate não permitiram identificar por que o animal chegou à área urbana. Assim, o acompanhamento continua sendo importante para entender seus deslocamentos e seu comportamento.

A soltura reuniu equipes do Projeto Onças do Iguaçu, do Parque Nacional do Iguaçu e ICMBio, do CENAP/ICMBio, da Itaipu Binacional e de outras instituições.

Para devolver Tape’ỹ à natureza, as equipes utilizaram uma caixa especializada e o liberaram dentro do parque. Desde então, o GPS e as câmeras ajudam a acompanhar sua movimentação.

Por fim, o nome Tape’ỹ tem origem tupi e significa “aquele que perdeu o caminho”, em referência à trajetória incomum que levou o animal até a área urbana.