Resumo da notícia
- O Instituto Argonauta resgatou o primeiro pinguim-de-Magalhães da temporada no litoral norte de São Paulo, debilitado e com baixo peso, e o encaminhou para reabilitação em Ubatuba.
- O resgate reforça a importância da rápida ação da população para a proteção da fauna marinha, aumentando as chances de sobrevivência dos pinguins migratórios juvenis.
- O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos monitora o litoral paulista e orienta a população a não alimentar ou devolver pinguins ao mar, mas acionar equipes especializadas ao avistar animais marinhos.
O Instituto Argonauta resgatou o primeiro pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) da temporada no litoral norte de São Paulo. O animal apareceu na Praia Grande, em Ubatuba, e moradores acionaram a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

A equipe encontrou o pinguim debilitado e com baixo peso durante a avaliação clínica inicial. Após o resgate, os profissionais encaminharam o animal ao Centro de Reabilitação e Despetrolização de Ubatuba. Lá ele recebeu atendimento veterinário, exames e suporte nutricional intensivo.
A presença do primeiro pinguim marca o início do período de maior ocorrência da espécie no litoral brasileiro. Os pinguins-de-Magalhães se reproduzem na Patagônia, na Argentina e no Chile, e migram anualmente em busca de alimento. Durante esse trajeto, principalmente os juvenis podem chegar às praias desidratados, desnutridos, feridos ou exaustos.
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Papel da população na proteção da fauna marinha
De acordo com o oceanólogo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta e diretor executivo do Aquário de Ubatuba, o resgate reforça o papel da população na proteção da fauna marinha. Segundo ele, o acionamento rápido dos moradores aumentou as chances de sobrevivência do animal e indica o início da temporada de ocorrência da espécie na região.
A coordenadora do PMP-BS Trecho 10, Carla Beatriz Barbosa, destaca que muitos dos pinguins que chegam ao Brasil são jovens e enfrentam dificuldades durante a migração. Ela orienta que, ao encontrar um pinguim na praia, a população não deve devolvê-lo ao mar nem oferecer alimento ou água. O correto é manter distância e acionar equipes especializadas.
O resgate integra as ações do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), exigência do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras, conduzido pelo Ibama. O projeto monitora impactos sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos, além de prestar atendimento veterinário e realizar necropsias.
Em casos de avistamento de pinguins ou outros animais marinhos no litoral norte paulista, a população deve entrar em contato pelos telefones 0800 642 3341 ou (12) 99785-3615 (WhatsApp).
Criado a partir da iniciativa do Aquário de Ubatuba, o Instituto Argonauta atua há quase 30 anos na conservação marinha. E tem foco em resgate, reabilitação, pesquisa científica e educação ambiental.









