Resumo da notícia
- Fendt lançou o 1167 Vario MT Gen2, trator sobre esteiras com motor MAN de 680 cv e 3.100 Nm de torque, ideal para operações agrícolas que demandam alta força e tração.
- O uso de esteiras amplia a área de contato com o solo, melhorando a distribuição de peso e eficiência na transferência de potência, fundamental para movimentar implementos pesados.
- A nova geração traz transmissão reforçada VarioDrive, cabine com sistema FendtONE, iluminação 360° e filtragem de ar aprimorada, oferecendo mais resistência e conforto ao operador.
Um gigante de 680 cv está pronto para entrar nas lavouras. A Fendt apresentou a nova geração do 1100 Vario MT, família de tratores sobre esteiras desenvolvida para operações agrícolas que exigem muita força.
No topo da linha está o Fendt 1167 Vario MT Gen2. Além da potência, o trator chama atenção pelo conjunto mecânico. Debaixo do capô trabalha um motor MAN de seis cilindros e 16,2 litros, capaz de entregar 3.100 Nm de torque.
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A novidade foi apresentada nos Estados Unidos e representa uma evolução de uma máquina que já figurava entre as mais potentes da fabricante.
Entretanto, a Fendt não buscou apenas números maiores. A nova geração recebeu mudanças na transmissão, cabine e sistemas eletrônicos. Ao mesmo tempo, manteve sua característica mais marcante: enormes esteiras no lugar dos pneus tradicionais.
Por que esse trator usa esteiras?

As esteiras não estão ali apenas para deixar o Fendt 1167 com aparência de máquina de construção.
Na prática, elas ampliam a área de contato com o terreno. Dessa forma, o peso da máquina fica distribuído por uma superfície maior, enquanto a potência pode ser transferida ao solo com mais eficiência.
Segundo a Fendt, o sistema Mobil-Trac também favorece a capacidade de tração e melhora a distribuição do peso.
Isso ganha importância, sobretudo, quando um trator desse porte precisa movimentar implementos grandes e pesados.
Motor de 16,2 litros entrega 680 cv

A ficha técnica ajuda a dimensionar a máquina.
O 1167 Vario MT Gen2 utiliza o MAN D42 de seis cilindros, com 16,2 litros. A potência chega a 680 cv, enquanto o torque máximo alcança 3.100 Nm.
Mesmo com toda essa força, o motor trabalha com rotação nominal de 1.700 rpm. O conceito Fendt iD prioriza torque elevado em baixas rotações e, assim, busca melhorar a eficiência durante o trabalho.
| Fendt 1167 Vario MT Gen2 | Dados |
|---|---|
| Potência | 680 cv |
| Motor | MAN D42 |
| Cilindros | 6 |
| Cilindrada | 16,2 litros |
| Torque máximo | 3.100 Nm |
| Rotação nominal | 1.700 rpm |
| Transmissão | VarioDrive |
| Velocidade máxima | 40 km/h |
A família, porém, não começa nos 680 cv. A nova linha oferece quatro modelos, com potências de 521, 571, 625 e 680 cv.
Transmissão ficou mais resistente

A potência adicional exigiu mudanças em outros componentes.
Por isso, a Fendt reforçou a transmissão para suportar o desempenho do novo 1167. Ainda assim, a máquina mantém o sistema continuamente variável VarioDrive.
Com essa combinação, a fabricante apresenta o modelo como o trator sobre esteiras mais potente do mercado equipado com transmissão continuamente variável.
A definição é importante. Afinal, existem tratores agrícolas com potência superior, mas utilizando outras configurações mecânicas.
Cabine também ganhou mudanças
Por dentro, o gigante também evoluiu.
Agora, a cabine incorpora o ambiente de operação FendtONE, além de iluminação de 360 graus e melhorias na filtragem do ar.
O sistema pode realizar ciclos automáticos de limpeza do filtro, algo especialmente útil em operações com muita poeira.
Assim, potência deixa de ser o único destaque. Conforto, eletrônica e automação também ganham espaço nas máquinas agrícolas de grande porte.
Modelo vendido no Brasil já chega a 673 cv

O Fendt 1167 Vario MT não é desconhecido dos produtores brasileiros.
A geração oferecida no Brasil utiliza motor MAN de 16,2 litros e entrega 618 cv de potência nominal e até 673 cv de potência máxima, de acordo com a fabricante.
Agora, a Gen2 alcança 680 cv de potência nominal e máxima.
Portanto, a evolução não está apenas nos sete cavalos adicionais em relação ao pico da geração anterior. Transmissão, cabine e sistemas de operação também foram atualizados.
No campo, afinal, o desafio não é simplesmente produzir mais potência. É conseguir transformar os 680 cv em tração e capacidade para trabalhar com implementos cada vez maiores.