Close Menu
Agro em CampoAgro em Campo
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Agro em Campo
    • Notícias
    • Sustentabilidade
    • Agricultura
    • Pecuária
    • Opinião
    Agro em CampoAgro em Campo

    Caranguejo pré-histórico muda a história da Antártida

    Fóssil raro descoberto por brasileiros na Antártida mostra ligações antigas entre mares do Norte e do Sul
    • Por Rodarte
    • 15/11/2025
    • às 08:01
    Reconstrução de Sabellidromites santamarta em seu paleoambiente – Ilustração de Maurilio Oliveira, paleoartista do Museu Nacional , UFRJ

    Resumo da notícia

    • Um fóssil de caranguejo de 85 milhões de anos, nomeado Sabellidromites santamarta, foi descoberto na Ilha James Ross, Antártida, revelando conexões antigas entre continentes e ecossistemas do Cretáceo.
    • O exemplar é raro por preservar detalhes ventrais completos, oferecendo insights sobre a anatomia e o modo de vida dos caranguejos primitivos da família Dynomenidae, quase extinta atualmente.
    • A pesquisa destaca a Antártida do Cretáceo como um ambiente quente e verde, diferente do atual, e levanta questões sobre o deslocamento de espécies entre os hemisférios por antigos mares e continentes.
    • A expedição enfrentou condições extremas por 32 dias, reforçando a importância do sítio Santa Marta como uma cápsula do tempo para futuras descobertas sobre a história evolutiva dos crustáceos e a geografia antiga.

    O vento corta o rosto. A neve cobre tudo. No extremo sul do planeta, um grupo de brasileiros ajoelha diante de uma rocha antiga. Dentro dela, o tempo guardou um segredo, um caranguejo de 85 milhões de anos.

    CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

    O fóssil acaba de ganhar nome: Sabellidromites santamarta. Um parente distante dos caranguejos que hoje vivem em recifes tropicais. Um visitante improvável da Antártida.

    • Recorde histórico: exportações do agronegócio batem US$ 15,49 bi em outubro
    • Exigências ambientais internacionais ameaçam produtores de soja no Brasil

    Descoberto na Ilha James Ross durante a 41ª Operantar, o exemplar virou pista de uma história maior: a “dança” dos continentes e as antigas conexões entre os hemisférios. Os cientistas o apelidaram de “primo Gondwana da Antártida”.

    Daniel Lima, paleontólogo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, Universidade Regional do Cariri – Foto: arquivo pessoal

    “É um achado raro, especialmente por preservar detalhes da parte ventral, algo quase nunca visto”, explica Daniel Lima, paleontólogo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens (Urca-CE). As pernas, o abdome, a anatomia completa, tudo ajuda a entender como viviam os caranguejos primitivos do Cretáceo.

    Nova espécie

    O estudo, publicado no Journal of Paleontology, apresenta o fóssil como uma nova espécie da família Dynomenidae, um grupo hoje quase extinto, remanescente de tempos em que os mares eram mais quentes e as fronteiras entre oceanos ainda flutuavam.

    CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
    Marcos Tavares é professor e curador de crustáceos do Museu de Zoologia da USP – Foto: reprodução MZUSP

    Marcos Tavares, curador do Museu de Zoologia da USP, destaca: “Cada novo exemplar desse grupo é uma peça rara da história evolutiva dos crustáceos.”

    Leia Também:

    Geóloga encontra “rocha” e descobre dente de mastodonte de 10 mil anos

    Como cães rurais estão mudando o comportamento de onças-pardas

    Agrotóxicos alteram milhares de genes em abelhas, revela pesquisa premiada da Unesp

    Mapa da localização da Ilha James Ross, na Península Antártica, onde o espécime foi coletado – mapa: extraído do artigo

    Distância

    A jornada até ali foi árdua. Do Rio de Janeiro até Punta Arenas, depois navio, helicóptero e acampamento. Trinta e dois dias de isolamento entre gelo e vento. “Ficamos cercados pela imensidão branca, caçando fósseis enquanto as barracas balançavam sob rajadas de 70 km/h”, lembra Renato Ghilardi, paleontólogo da Unesp e coautor do estudo.

    Exemplar de Sabellidromites santamarta (1) dorsal, (2) frontal, (3) ventral e (4) lateral, (5) detalhe da região ventral – Imagem: extraída do artigo

    Mas o risco valeu a pena. O sítio de Santa Marta, onde o fóssil foi encontrado, é uma cápsula do tempo. Formações de arenito e cinzas vulcânicas revelam um delta antigo, com mares mornos e florestas densas, um mundo perdido sob o gelo. No Cretáceo, a Antártida era verde. E viva.

    Renato Ghilard é paleontólogo e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) – Foto: Reprodução / Researchgate

    A descoberta reacende o debate sobre o deslocamento de espécies entre os Hemisférios Norte e Sul. Como esse caranguejo chegou ali? Pelas correntes do Mar de Tétis? Por canais entre Pangea e Gondwana? Ou nasceu de linhagens locais que sobreviveram ao isolamento?

    São perguntas ainda abertas. Novas escavações e análises podem revelar outras conexões perdidas sob o gelo. “Há muito a ser encontrado. Cada fóssil recuperado é uma janela para o passado”, afirma Lima.

    O artigo completo, The Antarctic’s Gondwanan cousin: a new Dynomenidae (Crustacea, Dromioidea) from the Santa Marta Formation, James Ross Basin, Antarctica, está disponível online.

    Últimas notícias

    Pesquisadores descobrem nova espécie de peixe na Amazônia

    Mel de abelhas sem ferrão conquista novos mercados

    EUA retomam liderança na compra de café brasileiro

    Dívida de R$ 110 milhões leva grupo rural à recuperação judicial

    Cambucá: fruta rara nasce no tronco e tem sabor de jabuticaba

    Quem ameaça a onça-pintada na natureza?

    Primavera muda a oferta de alimentos e influencia preços

    Milho enfrenta pressão no mercado internacional

    Estado do Nordeste lidera crescimento de suínos no Brasil       

    Paraná terá fazenda de 200 hectares para testar tecnologias

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Pesquisadores descobrem nova espécie de peixe na Amazônia

    Mel de abelhas sem ferrão conquista novos mercados

    EUA retomam liderança na compra de café brasileiro

    Dívida de R$ 110 milhões leva grupo rural à recuperação judicial

    Cambucá: fruta rara nasce no tronco e tem sabor de jabuticaba

    Quem ameaça a onça-pintada na natureza?

    Primavera muda a oferta de alimentos e influencia preços

    Milho enfrenta pressão no mercado internacional

    Estado do Nordeste lidera crescimento de suínos no Brasil       

    Paraná terá fazenda de 200 hectares para testar tecnologias

    MAIS LIDAS

    Onças-pintadas emitem miados para chamar filhotes

    Unicamp cria açúcar que reduz índice glicêmico em até 50%

    Do Brasil ao Pacífico: o novo caminho pelos trilhos

    Javali faz amizade com cavalo e acompanha desfile por mais de 20 km

    Nissan Frontier vende só 5 unidades; ainda vale a pena comprar?

    Mais Lidas

    Onças-pintadas emitem miados para chamar filhotes

    Unicamp cria açúcar que reduz índice glicêmico em até 50%

    Do Brasil ao Pacífico: o novo caminho pelos trilhos

    Javali faz amizade com cavalo e acompanha desfile por mais de 20 km

    Nissan Frontier vende só 5 unidades; ainda vale a pena comprar?

    Agro em Campo
    Agro em Campo
    Institucional
    • Quem Somos
    • Política de Correções e Atualizações
    • Princípios Editoriais
    • Publicidade e Conteúdo Patrocinado
    • Anuncie conosco
    © 2026 AGRO EM CAMPO

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar.