EUA vendem menos soja: produtor brasileiro ganha mercado na China?
Foto: Divulgação - Arquivo AEN/Jaelson Lucas

Você, produtor, já sentiu essa freada no mercado de soja? O USDA jogou um balde de água fria nos números americanos. As vendas externas despencaram 18% no acumulado, e isso mexe direto no tabuleiro global do grão.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Como a queda na soja americana impacta a sua safra?
(Foto: Embrapa)

Números que preocupam o produtor

Na semana encerrada em 16 de abril, os EUA venderam 364,6 mil toneladas de soja. O volume cresceu 47% ante a semana anterior, mas ficou 7% abaixo da média das últimas quatro semanas. O Japão liderou as compras, embora o mercado contasse com algo entre 200 mil e 600 mil toneladas.

O acumulado da temporada pinta o quadro real. Os americanos bateram 38,517 milhões de toneladas até agora, 18% menos que no mesmo período do ano passado.

Soja patina, milho dispara

Enquanto a soja americana engasga, o milho decola. Os EUA exportaram 1,316 milhão de toneladas na mesma semana, puxados pela Coreia do Sul, e o total da temporada já supera o ano anterior em 28%.

Esse descompasso cria instabilidade. O Brasil ganha espaço, especialmente na China, mas a concorrência acirrada pressiona preços e estoques em todo lado.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Motivos da freada nos EUA

Tarifas entre EUA e China travam as compras chinesas de soja americana. Produtores do outro lado do oceano lidam com estoques parados e vendas mornas para a nova safra.

O USDA estima exportações totais em 41,9 milhões de toneladas pros EUA. Aqui no Brasil, isso impulsiona nossos embarques, mas aperta a oferta interna para esmagamento.

Oportunidade e risco para o Brasil

Nossos exportadores avançam na Ásia com força. No entanto, esse ritmo acelerado pode encarecer o grão para a indústria local e corroer margens no esmagamento. Fique ligado nos próximos dados do USDA. Uma virada americana ameaça nossa fatia, mas por ora, o jogo favorece quem embarca mais rápido