Resumo da notícia
- A CNA pediu R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27, incluindo R$ 104,9 bilhões para agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões para empresarial, além de R$ 4 bilhões para seguro rural.
- A entidade destacou a necessidade de previsibilidade orçamentária, planejamento plurianual e fortalecimento das políticas agrícolas para garantir sustentabilidade e segurança alimentar.
- Produtores enfrentam custos elevados, juros altos e restrições financeiras, o que dificulta o planejamento e gera maior endividamento com redução das margens de lucro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27. O pedido inclui R$ 104,9 bilhões para a agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões para a empresarial. Além disso, a entidade requisitou R$ 4 bilhões para o seguro rural.
O presidente da CNA, João Martins, entregou dez propostas ao ministro da Agricultura, André de Paula. A entrega ocorreu na terça-feira, 28 de abril, em reunião oficial.
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Destaques do documento
No documento, a CNA destacou medidas para fortalecer o próximo ciclo agropecuário. Entre as prioridades, a entidade defendeu previsibilidade orçamentária e planejamento plurianual. Também propôs ações para melhorar a saúde financeira dos produtores rurais.
A CNA sugeriu ampliar o acesso ao crédito e reforçar o seguro rural. Segundo a entidade, as propostas buscam garantir sustentabilidade econômica ao setor. Além disso, o objetivo inclui preservar o papel do Brasil no mercado global de alimentos, principalmente no cenário atual que apresenta incertezas e alta volatilidade.
Nesse contexto, a entidade destacou a necessidade de fortalecer políticas agrícolas. Elas garantem estabilidade produtiva e controle da inflação alimentar. Além disso, contribuem para a segurança alimentar no país.
A entidade informou que produtores enfrentam custos elevados e juros altos. Também relatou restrições financeiras e condições climáticas adversas. Por isso, muitos produtores mantêm a produção com maior endividamento. Ao mesmo tempo, eles registram redução nas margens de lucro.
Preocupações
A CNA demonstrou preocupação com o descompasso entre orçamento e ciclo agrícola. Segundo a entidade, essa diferença dificulta o planejamento de produtores e cooperativas. Além disso, afeta a atuação de agentes financeiros no setor. Afirmou ainda que a assimetria reduz a previsibilidade das políticas públicas.
Outro ponto crítico envolve a insuficiência de recursos no Orçamento Geral da União. De acordo com a entidade, os valores atuais não atendem à demanda do agro.
A CNA explicou que juros elevados aumentam o custo do crédito subsidiado. Com isso, o governo precisa complementar recursos ao longo do ano.
A entidade também defendeu um modelo orçamentário plurianual para o Plano Safra. O modelo deve priorizar previsibilidade e continuidade. Além disso, precisa acompanhar a dinâmica da produção agropecuária.
A entidade afirmou que a qualidade institucional do plano deve ser fortalecida. Entre as propostas, a CNA sugeriu criar um plano agrícola plurianual. Também pediu a modernização do seguro rural e aprovação de projetos de lei.
A entidade propôs atualizar limites de renda para enquadramento de produtores e defendeu melhorias no ambiente de crédito rural.
A CNA sugeriu reduzir burocracias e combater práticas irregulares. Nos investimentos, a entidade priorizou programas como RenovAgro, PCA e Proirriga. Também propôs ampliar fundos garantidores e financiamento privado. Com isso, a entidade busca fortalecer o crédito e sustentar o crescimento do agro.