Resumo da notícia
- Consumidor pode economizar acompanhando o calendário de safra, pois frutas da estação têm maior oferta e preços mais baixos, além de melhor qualidade, frescor e sabor.
- Em setembro, Ceagesp destaca abacate, abacaxi, acerola, laranja, maçã e morango como frutas com maior oferta e preços acessíveis em várias regiões do Brasil.
- Produtores e feirantes se beneficiam da maior circulação de frutas no mercado, aproveitando a janela de maior giro, apesar da pressão nas margens em algumas culturas como a citricultura.
Quem quer gastar menos na feira e no hortifrúti do supermercado deve acompanhar o calendário das safras tanto quanto pesquisa preços. Isso porque, quando determinada fruta chega ao período de colheita, a oferta aumenta e, consequentemente, o preço tende a cair.
Além da economia, escolher frutas da estação também garante melhor qualidade. Já que, por estarem no auge da safra, elas chegam ao consumidor mais frescas, saborosas e com aparência e textura mais adequadas.
Em setembro, a Seção de Economia e Desenvolvimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) destaca seis frutas com maior oferta e preços mais baixos: abacate, abacaxi, acerola, laranja, maçã e morango.
- Cavalos contrabandeados acendem alerta por parasita que “come carne”
- Comida fica mais cara no mundo e açúcar dispara quase 12%
Por que essas frutas estão mais baratas agora
A combinação de clima favorável e pico de colheita em diferentes regiões do Brasil explica a maior disponibilidade e os preços mais acessíveis em setembro.
-
Abacate: Minas Gerais e São Paulo, que respondem por cerca de 84% da produção nacional, estão em período de forte oferta de variedades como hass, breda, fortuna e margarida.
-
Laranja: a safra 2026/27 começou com maior disponibilidade de fruta no mercado interno, enquanto as exportações de suco ainda se recuperam. Além disso, em setembro, a Conab realiza leilões de apoio ao escoamento de 36,3 mil toneladas de laranja em seis estados, sendo São Paulo o maior volume (14,8 mil toneladas).
-
Acerola: a produção concentra-se no Nordeste e em áreas do interior paulista, como Junqueirópolis (SP), que já enfrentou safra desafiadora por estiagem, mas segue como importante polo produtor.
-
Morango: regiões tradicionais de Minas Gerais e São Paulo estão em fase de colheita, o que aumenta a oferta no atacado e na feira.
-
Maçã e abacaxi: a maior oferta em setembro também reflete o ritmo de colheita no Sul (no caso da maçã, com parte da produção importada) e em estados como Paraná e Bahia (abacaxi).
Essa dinâmica beneficia tanto o consumidor, que paga menos, quanto o produtor, que tem janela de venda com volume maior. No entanto, em alguns casos, as margens ficam apertadas quando os preços caem muito, como tem ocorrido na citricultura.
Frutas da estação indicadas pela Ceagesp
A lista abaixo traz as variedades indicadas pela Ceagesp como as de maior oferta e preços mais acessíveis em setembro. Os valores podem variar conforme a região do Brasil e o ponto de venda.
Abacate
Variedades com maior oferta: hass/avocado, breda, fortuna e margarida.
Abacaxi
Variedade com maior oferta: pérola.
Acerola
Fruta com maior oferta no período.
Laranja
Variedades com maior oferta: baía, lima, pera e seleta.
Maçã
Variedades com maior oferta: fuji e gala.
Morango
Fruta com maior oferta no período.
O que isso significa para produtores e feirantes
Para pequenos agricultores e feirantes que abastecem mercados locais, setembro representa uma janela de maior giro. Isso porque mais fruta circulando significa mais movimento na banca, ainda que o preço por quilo seja menor.
No caso da laranja, por exemplo, a maior oferta e os leilões da Conab indicam esforço para evitar que o excesso de produção pressione demais os preços pagos ao produtor, especialmente em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe e Pará.
Para o consumidor, a orientação é aproveitar a safra para diversificar o consumo e reduzir o gasto semanal. Por outro lado, para quem produz, o momento exige atenção aos custos de colheita e logística, já que margens podem ficar apertadas quando o preço da fruta cai, mesmo com volume maior.