Resumo da notícia
- A irrigação no Triângulo Mineiro permite o cultivo de múltiplas safras, como soja, milho e feijão, em uma mesma área, otimizando o uso da terra ao longo do ano.
- A terceira safra de feijão, com cerca de 681 mil toneladas previstas pela Conab, destaca-se em áreas irrigadas do Centro-Sul, onde o manejo da água é fundamental para a produtividade.
- Apesar dos benefícios da irrigação, o sucesso da terceira safra depende do controle eficiente da água, custos envolvidos e planejamento adequado, já que a irrigação não garante automaticamente maior rentabilidade.
A irrigação amplia o uso das áreas agrícolas no Triângulo Mineiro, principalmente nas propriedades que cultivam diferentes espécies ao longo do ano. Nesse cenário, a terceira safra de feijão se destaca como uma das alternativas.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve produzir 360,8 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26. Desse total, a soja deve responder por 180,5 milhões de toneladas, enquanto o feijão deve somar cerca de 3 milhões de toneladas nas três safras.
Além disso, a Conab estima aproximadamente 681 mil toneladas de feijão na terceira safra. A maior parte desse cultivo ocorre em áreas irrigadas do Centro-Sul, onde os produtores conseguem controlar melhor a oferta de água durante períodos de menor disponibilidade de chuva.
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Irrigação amplia as opções de cultivo
No Triângulo Mineiro, os sistemas de pivô central ajudam os produtores a organizar o calendário agrícola. Dessa forma, uma mesma área pode receber culturas como soja, milho e feijão em diferentes períodos, desde que as condições de solo, clima e manejo permitam.
Assim, o produtor consegue avaliar não apenas a produtividade de cada cultura, mas também como aproveitar melhor a área durante o ano.
Manejo da água influencia a produtividade
No cultivo do feijão, o produtor precisa controlar a disponibilidade de água. Segundo a Embrapa, tanto a falta quanto o excesso de água podem reduzir a produtividade.
Por isso, o manejo deve acompanhar o estágio de desenvolvimento da planta, as condições do solo e o volume de água aplicado.
Além disso, a irrigação não elimina os riscos da produção. O produtor também precisa considerar custos de energia e manutenção, disponibilidade de água, produtividade esperada e preços das culturas.
Terceira safra exige planejamento
A terceira safra ocorre em um período de menor disponibilidade natural de água em parte das regiões produtoras. Por isso, a irrigação permite ao produtor controlar melhor a umidade do solo e ampliar as possibilidades de cultivo.
No entanto, o sistema não garante maior rentabilidade por si só. O resultado depende do dimensionamento da estrutura, do manejo da água, dos custos e das condições de cada lavoura.
No Triângulo Mineiro, portanto, a irrigação pode ajudar o produtor a aproveitar melhor a terra em diferentes períodos do ano e a planejar a sucessão de culturas com maior controle sobre a disponibilidade de água.