Imagens feitas entre 27 de agosto e 1º de setembro mostram a rápida redução da água em Jardim, no Mato Grosso do Sul
Em 27 de agosto, a água ainda cobria o trecho do Rio da Prata. Já em 1º de setembro, o mesmo ponto aparece completamente seco (Foto: Reprodução/Nisroque Soares Junior)

Um trecho do Rio da Prata, em Jardim, no Mato Grosso do Sul, perdeu completamente a água em poucos dias. Imagens registradas no mesmo ponto mostram que a extensão antes coberta por água cristalina ficou tomada por terra, pedras e galhos.

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O primeiro registro foi feito em 27 de agosto pelo coordenador do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim (IGMA), Nisroque Soares. Na imagem seguinte, produzida em 1º de setembro, o mesmo trecho aparece completamente seco.

A estiagem já afetou aproximadamente 4 quilômetros do leito do rio, segundo o instituto. Com a redução do volume de água, peixes ficaram isolados em pequenas poças, com pouco espaço e baixa concentração de oxigênio.

Cerca de 4 quilômetros do leito estão secos (Foto: Reprodução/Nisroque Soares Junior)

Cerca de 200 peixes foram resgatados

Equipes do IGMA e do Instituto Amigos do Rio da Prata organizaram uma operação emergencial para retirar os animais dos pontos mais críticos.

Cerca de 200 peixes foram capturados e transferidos para uma área mais profunda, onde o rio ainda mantém fluxo normal. Entre os animais encontrados estavam lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras.

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O trabalho busca evitar a morte dos peixes que permanecem presos nas poças formadas ao longo do leito. Segundo Nisroque Soares, as equipes continuam percorrendo as áreas secas para acompanhar as condições ambientais.

Moradores ajudam a monitorar o rio

O instituto também conta com a colaboração de voluntários que vivem perto do Rio da Prata. Eles acompanham diariamente as condições do local e avisam as equipes quando identificam novas mudanças.

A ausência de chuva pode ampliar a extensão atingida e deixar outros animais aquáticos isolados. Por isso, o monitoramento continuará nas próximas semanas.

Embora a extensão afetada em 2026 ainda seja menor que a observada nos dois anos anteriores, a rápida transformação registrada entre agosto e setembro reforça o alerta ambiental.

Rio da Prata também secou em 2024 e 2025

Esta não é a primeira vez que o Rio da Prata enfrenta uma redução expressiva durante o período de estiagem.

Em 2025, cerca de 11 quilômetros do leito foram afetados. A água ficou restrita a pequenas poças e aproximadamente 1.273 peixes precisaram ser transferidos para um trecho com fluxo normal dentro do Recanto Ecológico.

A situação foi ainda mais extensa em 2024. Entre junho e julho daquele ano, a água desapareceu em aproximadamente 20 dos 90 quilômetros do rio.

Um dos locais atingidos foi a região da Ponte do Curé, que voltou a apresentar redução do volume de água durante a estiagem de 2026.

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