Resumo da notícia
- Trecho do Rio da Prata, em Jardim (MS), secou completamente em poucos dias, afetando cerca de 4 km do leito e deixando peixes isolados em poças com baixo oxigênio.
- Equipes do IGMA e do Instituto Amigos do Rio da Prata resgataram cerca de 200 peixes para áreas com água corrente, evitando mortes durante a estiagem.
- Voluntários locais monitoram o rio diariamente, alertando sobre mudanças; situação de 2026 é menos grave que em 2024 e 2025, mas ainda preocupa pelo rápido avanço da seca.
Um trecho do Rio da Prata, em Jardim, no Mato Grosso do Sul, perdeu completamente a água em poucos dias. Imagens registradas no mesmo ponto mostram que a extensão antes coberta por água cristalina ficou tomada por terra, pedras e galhos.
O primeiro registro foi feito em 27 de agosto pelo coordenador do Instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim (IGMA), Nisroque Soares. Na imagem seguinte, produzida em 1º de setembro, o mesmo trecho aparece completamente seco.
A estiagem já afetou aproximadamente 4 quilômetros do leito do rio, segundo o instituto. Com a redução do volume de água, peixes ficaram isolados em pequenas poças, com pouco espaço e baixa concentração de oxigênio.

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Cerca de 200 peixes foram resgatados
Equipes do IGMA e do Instituto Amigos do Rio da Prata organizaram uma operação emergencial para retirar os animais dos pontos mais críticos.
Cerca de 200 peixes foram capturados e transferidos para uma área mais profunda, onde o rio ainda mantém fluxo normal. Entre os animais encontrados estavam lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras.
O trabalho busca evitar a morte dos peixes que permanecem presos nas poças formadas ao longo do leito. Segundo Nisroque Soares, as equipes continuam percorrendo as áreas secas para acompanhar as condições ambientais.
Moradores ajudam a monitorar o rio
O instituto também conta com a colaboração de voluntários que vivem perto do Rio da Prata. Eles acompanham diariamente as condições do local e avisam as equipes quando identificam novas mudanças.
A ausência de chuva pode ampliar a extensão atingida e deixar outros animais aquáticos isolados. Por isso, o monitoramento continuará nas próximas semanas.
Embora a extensão afetada em 2026 ainda seja menor que a observada nos dois anos anteriores, a rápida transformação registrada entre agosto e setembro reforça o alerta ambiental.
Rio da Prata também secou em 2024 e 2025
Esta não é a primeira vez que o Rio da Prata enfrenta uma redução expressiva durante o período de estiagem.
Em 2025, cerca de 11 quilômetros do leito foram afetados. A água ficou restrita a pequenas poças e aproximadamente 1.273 peixes precisaram ser transferidos para um trecho com fluxo normal dentro do Recanto Ecológico.
A situação foi ainda mais extensa em 2024. Entre junho e julho daquele ano, a água desapareceu em aproximadamente 20 dos 90 quilômetros do rio.
Um dos locais atingidos foi a região da Ponte do Curé, que voltou a apresentar redução do volume de água durante a estiagem de 2026.