Resumo da notícia
- O plantio da soja 2026/27 começou no Brasil com avanços distintos: Paraná lidera o ritmo, enquanto Mato Grosso e Matopiba ainda mantêm o plantio inicial devido às condições do solo e chuvas.
- Mato Grosso monitora a umidade do solo e a regularização das chuvas para acelerar o plantio, com previsão de chuvas mais concentradas no sul do Mato Grosso do Sul e tempo estável no restante da região.
- Produtores acompanham o fortalecimento do El Niño, com alta probabilidade de evento muito forte em 2026/27, mas as condições locais de chuva e solo seguirão determinando o ritmo do plantio da soja.
O plantio da soja 2026/27 começou em diferentes regiões do Brasil, mas avança em ritmos distintos. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, os agricultores monitoram a regularização das chuvas e a umidade do solo antes de acelerar as operações.
O vazio sanitário terminou em 6 de setembro e liberou a semeadura. Ainda assim, o produtor precisa encontrar condições adequadas de solo para colocar as máquinas em campo.
Enquanto o Paraná apresenta avanço maior, Mato Grosso e o Matopiba, formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, seguem com o plantio em ritmo inicial.
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Mato Grosso monitora as chuvas
A distribuição da chuva será importante para definir o ritmo das operações. Afinal, a precipitação precisa garantir umidade adequada sem impedir a entrada das máquinas.
Segundo o Inmet, a previsão de 14 a 21 de setembro concentra os maiores volumes do Centro-Oeste no sul de Mato Grosso do Sul, com acumulados de até 50 milímetros.
Nas demais áreas da região, o instituto prevê tempo mais estável, com possibilidade de chuvas isoladas no sul de Goiás. Portanto, a previsão atual não confirma a estimativa anterior de 30 a 50 milímetros para grande parte de Mato Grosso.
Paraná avança no plantio
No Paraná, a semeadura segue em ritmo mais acelerado. O Inmet prevê chuva no estado entre 14 e 21 de setembro, principalmente no litoral e nas regiões central e oeste.
Em alguns pontos, os acumulados podem superar 100 milímetros. Entretanto, chuva em excesso também pode dificultar a entrada das máquinas e interromper os trabalhos.
Por isso, o produtor precisa acompanhar tanto o volume quanto a distribuição das precipitações.
Matopiba começa de forma gradual
No Matopiba, a semeadura também avança de forma gradual. Segundo o Inmet, os maiores volumes de chuva devem ocorrer no sul da Bahia, com acumulados de cerca de 10 milímetros.
Já no interior da região, a previsão indica tempo mais estável e pouca chuva. Por isso, as condições para o plantio podem variar entre estados, municípios e propriedades.
Além disso, a distribuição irregular das chuvas exige atenção dos produtores, principalmente nas áreas que dependem da umidade do solo para iniciar ou acelerar a semeadura. Assim, o ritmo dos trabalhos deve continuar diferente entre as localidades.
El Niño entra no radar
Além do clima dos próximos dias, os produtores acompanham o El Niño. Em 10 de setembro, a NOAA informou que o fenômeno está se fortalecendo e apontou mais de 90% de probabilidade de um evento muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/27.
Para outubro a dezembro de 2026, a agência estimou 75% de chance de um evento que supere a intensidade dos episódios registrados desde 1950.
Ainda assim, o El Niño não determina sozinho o comportamento do clima em todas as regiões produtoras brasileiras. Portanto, as condições de chuva e umidade de cada área continuam sendo decisivas para o ritmo da soja 2026/27.