Resumo da notícia
- O 2º Simpósio Nacional de Olivoturismo em Belo Horizonte reunirá produtores, agentes de viagem e setor público para discutir o desenvolvimento e comercialização de roteiros turísticos nos olivais.
- Produtores precisam estruturar a experiência turística, definindo atendimento, roteiros e preços, além de integrar seus olivais com outros atrativos regionais para fortalecer o turismo local.
- O evento abordará a relação entre propriedades e mercado turístico, destacando a importância da logística, serviços e gastronomia para ampliar a atratividade e viabilizar a visitação nos olivais.
O desenvolvimento de produtos turísticos a partir dos olivais será discutido no 2º Simpósio Nacional de Olivoturismo, marcado para 29 de outubro, em Belo Horizonte (MG). O encontro reunirá produtores de azeite, agências de viagem, operadores, receptivos, hotelaria, gastronomia, entidades do comércio e turismo e representantes do poder público.
O evento pretende discutir como as propriedades produtoras podem criar experiências de visitação e inserir essas atividades em roteiros comercializados pelo mercado turístico. Para isso, os participantes vão abordar estrutura para receber visitantes, criação de roteiros, formação de preços e integração dos olivais com outros atrativos regionais.
- Conheça as variedades de azeitonas usadas em azeites europeus
- Azeite brasileiro pode ter safra menor em 2027 após recorde
O produtor precisa estruturar a experiência
Receber turistas em um olival exige mais do que abrir a propriedade para visitação. O produtor precisa definir a experiência, organizar o atendimento e estabelecer como pretende apresentar e comercializar o roteiro.
Para a vice-presidente do Ibraoliva, Solange Dias Neves, o produtor também precisa se aproximar dos diferentes segmentos envolvidos na atividade turística.
“Entre a porteira e o mercado, há um caminho a percorrer: estrutura, roteiro, preço, comissionamento, hospedagem, transporte e, sobretudo, integração com o turismo regional”, afirma.
Nesse cenário, a comercialização depende da organização de diferentes serviços. O produtor precisa considerar, por exemplo, como receber o visitante, quanto cobrar pela experiência e de que forma poderá trabalhar com agências e operadores.
Belo Horizonte recebe o simpósio
O primeiro painel discutirá a presença do olivoturismo nos roteiros promocionais e o papel de Belo Horizonte como porta de entrada para destinos olivícolas de Minas Gerais.
Depois, os participantes vão discutir quais condições uma propriedade precisa reunir para receber turistas e entrar na comercialização de uma agência.
A programação também contará com relatos de produtores que já recebem visitantes em seus olivais. Eles vão apresentar modelos de visitação, dificuldades, aprendizados e resultados das experiências desenvolvidas nas propriedades.
Comercialização ganha espaço
Durante a tarde, os debates vão concentrar atenção na relação entre propriedades produtoras e empresas do mercado turístico. Agentes de viagem, operadores e representantes da hotelaria participarão das discussões.
Nesse ponto, o produtor precisa olhar para além da visita à propriedade. Para transformar o passeio em um produto turístico, será necessário definir roteiro, preço, logística e serviços que façam sentido para o visitante.
Além disso, a propriedade pode integrar a experiência a outros atrativos da região. Gastronomia, hospedagem e atividades de turismo rural, por exemplo, podem complementar o roteiro e ampliar as possibilidades de visitação.
Gastronomia entra na experiência
O encerramento do simpósio vai abordar a relação entre gastronomia, território e experiência. A programação também prevê degustação dirigida e uma atividade com azeites.
Durante o evento, os organizadores manterão um espaço para reuniões e conexões entre produtores e representantes do setor turístico. A iniciativa busca aproximar quem produz azeite de empresas que atuam na venda e na organização de experiências para visitantes.
O 2º Simpósio Nacional de Olivoturismo será realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), no centro de Belo Horizonte.
As inscrições são realizadas pela plataforma Sympla, conforme as informações divulgadas pelos organizadores.