Resumo da notícia
- A fruticultura brasileira investe em parcerias, feiras internacionais e adaptações às exigências para ampliar sua presença global, destacando-se no evento Fruit Attraction Madrid 2026.
- A abertura do mercado chinês para frutas brasileiras, como manga e uva, representa uma grande oportunidade, exigindo cuidados no transporte e na qualidade para atender às exigências locais.
- Exportadoras nacionais buscam expandir negócios principalmente na Europa, com foco em mercados estratégicos como Itália, e aproveitam feiras para entender demandas e fortalecer relações comerciais.
A fruticultura brasileira busca ampliar sua presença internacional e conquistar novos consumidores. Para isso, produtores e exportadores investem em parcerias comerciais, participam de feiras internacionais e acompanham as exigências dos compradores estrangeiros.
Nesse cenário, a Fruit Attraction Madrid, realizada entre 6 e 8 de outubro de 2026, na Espanha, reuniu representantes do setor interessados em prospectar clientes e ampliar negócios. A participação brasileira ocorreu por meio do projeto Frutas do Brasil, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
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China entra no radar da expansão comercial
A abertura do mercado chinês para frutas brasileiras representa uma oportunidade de expansão para o setor. Entre os produtos mencionados nas negociações estão a manga e a uva, enquanto os exportadores também buscam ampliar o acesso de outras variedades, como o limão.
Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas e CEO da Itacitrus, empresa ligada à produção e à exportação de frutas frescas, acompanha as iniciativas voltadas à ampliação dos mercados internacionais. À frente da associação, ele representa os interesses dos produtores e exportadores brasileiros.
Entretanto, conquistar compradores chineses exige planejamento. A distância entre os países aumenta a importância de preservar a qualidade das frutas durante o transporte e garantir que os produtos atendam às exigências dos importadores.
Além da China, os Estados Unidos permanecem entre os destinos estratégicos para a expansão comercial. Nesse mercado, os exportadores brasileiros também procuram ampliar as oportunidades de acesso.
Exportadora brasileira busca novos negócios na Europa
A Europa continua entre os mercados relevantes para as empresas nacionais. A UGBT, exportadora fundada em 2004 que iniciou suas vendas internacionais em 2006, mantém negócios com Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Holanda, Portugal e Espanha.
Agora, a companhia procura ampliar sua presença na Itália. Segundo Frederico Tavares, diretor de Comércio Exterior da empresa, as feiras internacionais ajudam a compreender as demandas dos compradores e identificar novas oportunidades comerciais.
Esses encontros também aproximam fornecedores e importadores, além de permitir que as empresas acompanhem tendências de consumo e mudanças na apresentação dos produtos. Dessa forma, os participantes conseguem estabelecer contatos e avaliar possibilidades de expansão.
Manga e mamão encontram oportunidades entre consumidores
As frutas tropicais brasileiras, como manga e mamão, podem aproveitar o interesse por alimentos frescos e associados a uma alimentação saudável.
De acordo com Tavares, esse comportamento aparece especialmente entre os consumidores mais jovens. Ainda assim, conquistar novos clientes exige regularidade no fornecimento, qualidade e capacidade de atender às exigências de cada destino.
Por isso, as empresas também precisam fortalecer os mercados em que já atuam. Consolidar relações comerciais e ampliar as vendas nesses países pode gerar oportunidades sem depender exclusivamente da abertura de novos destinos.
Qualidade e procedência influenciam as compras
A qualidade dos produtos continua fundamental para a comercialização internacional. Além das características das frutas, os compradores observam sua procedência e as práticas adotadas ao longo da produção.
A rastreabilidade e o cumprimento dos requisitos de cada mercado ajudam a demonstrar a origem dos alimentos e os procedimentos envolvidos na cadeia produtiva. Por esse motivo, produtores e exportadores precisam manter informações confiáveis sobre seus produtos e atender às normas sanitárias dos destinos.
Ao mesmo tempo, a exportação de frutas depende de uma logística capaz de preservar os alimentos até a entrega. O planejamento do transporte e o controle das condições de conservação ajudam a reduzir perdas e manter a qualidade das cargas.
Diversificação amplia as perspectivas do setor
A busca por novos compradores e o fortalecimento dos mercados já atendidos fazem parte da estratégia de expansão da fruticultura brasileira. Enquanto novos destinos criam possibilidades comerciais, a manutenção dos clientes atuais contribui para dar continuidade às vendas.
Nesse processo, as feiras internacionais aproximam empresas e importadores, facilitam negociações e ajudam a identificar mudanças nas preferências dos consumidores.
Com oportunidades comerciais na China, nos Estados Unidos e na Europa, o setor procura ampliar a presença das frutas brasileiras no exterior. Para avançar, produtores e exportadores precisam combinar qualidade, eficiência logística e capacidade de atender às exigências dos compradores internacionais.