Chuvas preocupam produtores, afetam o ritmo da colheita e elevam as cotações do arábica e do robusta
Café dispara em julho mesmo com avanço da colheita. Chuvas preocupam produtores e afetam o ritmo da colheita.
Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Os preços do café subiram em julho, apesar do avanço da colheita brasileira da safra 2026/27. A colheita do café arábica se aproxima do fim nas principais regiões produtoras. Enquanto isso, os trabalhos com o café robusta estão praticamente encerrados.

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Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as duas variedades registraram valorização. No entanto, as chuvas nas regiões produtoras de arábica impulsionaram principalmente as cotações durante julho. As precipitações aumentaram as preocupações sobre o ritmo da colheita e a qualidade dos grãos.

Colheita de arábica entra na reta final

De acordo com agentes consultados pelo Cepea, cerca de 20% da área ainda aguarda a colheita. Na maior parte das regiões produtoras, os trabalhos já avançaram para a etapa final.

Nesse cenário, produtores concentram os esforços no recolhimento do café do chão. Além disso, as equipes trabalham na colheita dos últimos talhões de café arábica.

Robusta também registra alta nos preços

O café robusta também apresentou valorização dos preços durante julho. A alta ocorreu mesmo com o aumento da oferta provocado pela finalização da colheita. Segundo o Cepea, entretanto, o volume colhido de robusta ficou abaixo do registrado nesta temporada.

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Esse cenário ajudou a sustentar os preços da variedade. Além disso, a valorização do café arábica também contribuiu para manter os preços do robusta em alta. Assim, mesmo com a colheita avançando, o mercado brasileiro de café registrou preços maiores em julho.