Resumo da notícia
- Café em pó, óleo de soja, açúcar e banana tiveram queda de preços em maio, influenciados pela maior oferta e boas perspectivas de safra em várias capitais brasileiras.
- Batata, tomate, carne bovina, feijão e arroz ficaram mais caros, pressionados pela menor oferta devido ao fim da safra das águas e início da temporada seca.
- Apesar de quedas em alguns itens, o custo total da cesta básica subiu em todas as capitais, com alta média de 14,89% no ano, destacando São Luís como a mais barata e com menor aumento acumulado.
A Análise Mensal da Cesta Básica, divulgada nesta semana, revela um cenário misto para o bolso dos brasileiros em maio. O levantamento, realizado pela parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que o café em pó e o óleo de soja ficaram mais baratos em 23 capitais brasileiras. Além desses itens, o açúcar e a banana também apresentaram recuo de preços na maior parte do país, impulsionados pelo aumento da oferta no varejo.
Boas perspectivas para a safra e o avanço da colheita explicam a queda de até 7,86% no café em pó em Campo Grande. Já o óleo de soja recuou até 7,87% em Macapá, favorecido pela maior oferta interna. A capital amapaense também registrou a maior redução no preço do açúcar, com uma queda expressiva de 20,41%. No caso da banana, o maior declínio ocorreu em Campo Grande, onde o fruto ficou 10,84% mais barato.
Alimentos que pesaram no orçamento
Por outro lado, o encerramento da safra das águas e o início da temporada das secas reduziram a oferta de diversos produtos, elevando os custos para o consumidor.
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Entre os destaques negativos estão:
Batata: o preço subiu em todas as 11 cidades das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. São Paulo registrou a menor variação, ainda assim com alta de 40,03%.
Tomate e carne bovina: ambos encareceram em 26 capitais. O tomate saltou 44,8% em Porto Alegre, enquanto a carne subiu 7,35% em Porto Velho.
Feijão e arroz: o feijão-carioca valorizou entre 1,13% (Cuiabá) e 31,36% (Macapá). O arroz teve alta em 18 capitais, com destaque para Palmas (14,23%), embora tenha caído 9,04% em Aracaju.
Leite integral: o produto apresentou oscilações distintas, ficando 9,75% mais caro em Macapá e 3,28% mais barato no Rio de Janeiro.
Custo total da cesta e o cenário nas capitais
Apesar das quedas pontuais, o valor total da cesta básica subiu em todos os municípios monitorados no mês de maio. As variações ficaram entre 1,73% em Campo Grande e 8,05% em Recife.

São Luís consolidou-se como a capital com o preço mais acessível (R$ 651,15),seguida por Aracaju(R$ 652,73) e Rio Branco (R$ 689,11). A capital maranhense também obteve um resultado positivo na comparação anual, com os alimentos custando 2,52% menos do que no mesmo período de 2025.
Acumulado do ano (Dezembro/2025 a Maio/2026)
No balanço dos primeiros cinco meses do ano, a cesta básica encareceu em todas as capitais, com uma média de 14,89% de aumento.
São Luís registrou o menor crescimento acumulado (3,45%), enquanto outras 23 capitais ficaram abaixo da média nacional, incluindo Campo Grande (8,41%), Brasília (12,3%) e São Paulo (12,56%).









