Resumo da notícia
- Renault Niagara estreia no Brasil em novembro com motor turbo flex de 160 cv, câmbio manual e automatizado, opções 4x2 e 4x4, e capacidade de carga de até 654 kg, mirando a Fiat Toro.
- Produzida na Argentina para o mercado latino-americano, a Niagara terá cabine dupla, caçamba de 938 litros e tecnologia de SUV, como painel digital e sistemas de assistência ao motorista.
- Com preço estimado em cerca de R$ 150 mil, a Renault aposta em custo competitivo e versatilidade para enfrentar a liderança da Fiat Toro e outros rivais no segmento de picapes intermediárias.
A disputa entre as picapes vai ganhar uma nova concorrente no Brasil. A Renault apresentou oficialmente a Niagara, modelo que chega às concessionárias em novembro com a missão de enfrentar principalmente a Fiat Toro.
Produzida em Santa Isabel, na Argentina, a caminhonete foi desenvolvida pensando no mercado latino-americano. Brasil, Argentina e Colômbia estão entre os países prioritários da estratégia da fabricante.
- Picapes encalham e Stellantis reduz produção em quase 40%
- Amarok despenca nas vendas, mas substituta promete revolução
O preço oficial ainda não foi anunciado. No entanto, informações de mercado apontam que a configuração de entrada poderá custar cerca de R$ 150 mil. Se a estimativa se confirmar, a Renault terá no preço uma de suas principais armas para conquistar espaço.
Mas não será a única.
A Niagara terá motor turbo flex, quatro configurações, opção de tração 4×4 e uma caçamba praticamente do mesmo tamanho da oferecida pela Toro.
Renault Niagara terá motor de 160 cv

Todas as versões previstas inicialmente para o Brasil usarão o motor 1.3 TCe turbo flex, de quatro cilindros e injeção direta.
Com etanol, o conjunto entrega 160 cv de potência e 27,5 kgfm de torque. Na gasolina, são 156 cv.
A configuração mais simples terá câmbio manual de seis marchas. Já as outras três receberão transmissão automatizada EDC de dupla embreagem, também com seis velocidades.
Além disso, haverá opções com tração dianteira e 4×4. Todas terão cabine dupla.
Essa variedade aproxima a Niagara tanto do consumidor que utiliza a caminhonete no dia a dia quanto de quem precisa enfrentar estradas de terra e condições mais difíceis no campo.
Caçamba tem 938 litros

Outro número chama a atenção na comparação com a principal concorrente.
A caçamba da Niagara comporta 938 litros, praticamente o mesmo volume dos 937 litros da Fiat Toro. A capacidade de carga chega a 654 kg, dependendo da configuração.
Nesse ponto, entretanto, a Toro leva vantagem em algumas versões. A Endurance, por exemplo, pode transportar até 750 kg.
A nova Renault mede até 4,94 metros de comprimento, tem 1,83 metro de largura e entre-eixos de 2,96 metros. Portanto, fica posicionada justamente entre as picapes intermediárias.
Niagara vai enfrentar a Fiat Toro

A Renault não escolheu um mercado fácil para entrar.
A Fiat Toro acumulou cerca de 37,4 mil emplacamentos até agosto, mantendo ampla liderança entre as picapes intermediárias. A Ram Rampage aparecia em seguida, com aproximadamente 16,6 mil unidades.
A Niagara também terá pela frente Ford Maverick e outros lançamentos previstos para o segmento.
A aposta da Renault é oferecer características de SUV em uma caminhonete. Por isso, a cabine recebeu painel digital, central multimídia e sistemas de assistência ao motorista.
O projeto também representa uma mudança importante dentro da própria marca.
A Niagara chega para ocupar o espaço da Renault Oroch, cuja produção deve ser encerrada em novembro. Dessa forma, a fabricante sobe um degrau em tamanho, capacidade e posicionamento no mercado de picapes.
Renault prepara Niagara híbrida

A eletrificação também está nos planos.
No lançamento brasileiro, a Niagara será oferecida apenas com o motor 1.3 turbo flex. Porém, a Renault já confirmou o desenvolvimento de uma versão híbrida, prevista para chegar posteriormente.
Não haverá, inicialmente, uma Niagara a diesel.
A produção argentina recebeu investimento de € 350 milhões, e a fábrica poderá produzir entre 40 mil e 60 mil unidades por ano para diferentes países da América Latina. O Brasil deverá ser um dos principais mercados.
Agora, falta justamente uma informação capaz de definir o tamanho da ameaça à Toro: o preço.
Se a Niagara realmente começar perto dos R$ 150 mil estimados, a Renault entrará em novembro na guerra das picapes com um argumento difícil de ignorar.