Resumo da notícia
- Sementes piratas elevam custos e reduzem produtividade devido à baixa germinação e necessidade de replantio, aumentando gastos com sementes, máquinas e mão de obra.
- Preço baixo atrai produtores, mas pode gerar prejuízos maiores, pois sementes falsificadas ou comerciais vendidas como originais comprometem a lavoura.
- Verificar embalagem, registro no Renasem, nota fiscal e documentação é essencial para garantir a origem e qualidade das sementes e evitar problemas na plantação.
As sementes piratas podem aumentar os custos da lavoura e reduzir a produtividade. Quando o produtor compra um material sem procedência comprovada ou fora das exigências legais, ele pode enfrentar baixa germinação, falhas no plantio e desenvolvimento desuniforme das plantas. Além disso, em alguns casos, precisa replantar a área, comprar novas sementes e repetir operações com máquinas e mão de obra.
Por outro lado, o preço mais baixo costuma atrair produtores que buscam reduzir os custos do plantio. Entretanto, essa diferença de valor pode desaparecer diante dos prejuízos causados por uma semente de baixa qualidade. Também existem casos de comerciantes que vendem grãos comerciais como sementes ou apresentam produtos falsificados como se fossem originais.
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Além dos problemas de produtividade, o agricultor pode ter dificuldade para rastrear a origem do material utilizado. Dessa forma, a compra de sementes sem procedência também aumenta o risco de introduzir pragas e doenças na lavoura.
Como identificar sementes de origem regular
Primeiramente, o produtor deve verificar a embalagem. As sementes precisam ser comercializadas em embalagem nova e inviolada ou em big-bags novos devidamente lacrados nas duas extremidades. Além disso, a embalagem deve apresentar os dados de identificação do responsável pelo produto, como nome ou razão social, documento de identificação, endereço e número de inscrição no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).
O Renasem funciona como o cadastro oficial de pessoas e empresas que atuam em atividades relacionadas à produção e comercialização de sementes e mudas. Por isso, o produtor deve conferir esse registro junto com as demais informações da embalagem.
Quando o produto passar por reembalagem, a embalagem deve informar essa condição. Da mesma maneira, o rótulo precisa apresentar as informações exigidas sobre a qualidade e as garantias do produto.
Nota fiscal ajuda a verificar a procedência
Além de conferir a embalagem, o produtor deve verificar a documentação da compra. A comercialização e o transporte das sementes devem estar acompanhados de nota fiscal e certificado ou termo de conformidade. Assim, esses documentos ajudam a verificar a origem e a regularidade do lote.
Por isso, antes de fechar negócio, o agricultor deve conferir todas as informações e evitar produtos sem identificação adequada ou sem documentação. Da mesma forma, uma diferença muito grande de preço merece atenção, principalmente quando o vendedor não consegue comprovar a origem do material.
No fim, conferir a procedência antes da compra pode evitar gastos adicionais durante o plantio e reduzir o risco de levar para a lavoura uma semente que não atenda aos padrões exigidos.