Resumo da notícia
- Apil/RS apresenta prioridade para renegociação de dívidas, incluindo programa com carência de 2 anos e prazo de até 10 anos, envolvendo governo e instituições financeiras.
- Entidade defende proteção da produção nacional com revisão de importações e medidas contra subsídios, além de políticas para manter famílias na atividade leiteira.
- Propostas incluem modernização das indústrias com crédito para equipamentos, apoio à certificação regional e estímulo à inovação e exportações no setor lácteo.
A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) apresentou quatro prioridades para a cadeia do leite no Estado. A agenda inclui renegociação de dívidas, defesa da produção nacional, permanência dos produtores de leite na atividade e modernização das indústrias.
Durante a Expointer 2026, o presidente da entidade, Fernando Zimmermann, começou a entregar o documento aos candidatos que visitaram a Casa da Apil. A associação representa 43 indústrias em 41 municípios, responsáveis por mais de 2 mil empregos diretos e pela captação de mais de 2 milhões de litros de leite por dia em mais de 190 municípios. Cerca de 6 mil propriedades rurais fornecem a matéria-prima.
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Renegociação de dívidas
Primeiramente, a Apil propõe um programa de securitização e refinanciamento para produtores e indústrias, com carência mínima de dois anos e prazo de até dez anos. Além disso, defende linhas para reestruturar dívidas e garantir capital de giro, com fundo garantidor, juros subsidiados e bônus de adimplência.
A articulação envolveria o governo federal, BNDES, BRDE, bancos públicos e instituições financeiras cooperativas. Segundo Zimmermann, a cadeia precisa de ações coordenadas.
“O leite não é apenas uma atividade econômica, é renda para as famílias, emprego nos municípios, arrecadação, segurança alimentar e permanência das pessoas no campo”, afirma.
Defesa da produção nacional
Além do crédito, a entidade propõe revisar as condições de importação de produtos lácteos quando houver evidências de subsídios distorcivos ou dumping.
A agenda também prevê salvaguardas e outras medidas de defesa comercial, quando houver justificativa técnica. A Apil ainda defende reciprocidade sanitária, regulatória, tributária e ambiental para produtos importados.
Permanência dos produtores
Outra prioridade é manter as famílias na produção de leite. Para isso, a entidade propõe fortalecer o Bônus Mais Leite, ampliar a assistência técnica e criar políticas de sucessão rural e crédito para jovens.
A agenda inclui ainda seguro de renda em períodos de crise e referências de preço que considerem os custos regionais de produção.
Modernização das indústrias
Por fim, a Apil pede crédito para equipamentos, automação, eficiência energética, tratamento de efluentes e adequação sanitária. A entidade também propõe apoio à certificação de origem e qualidade para queijos e derivados regionais.
Além disso, defende estímulo à inovação e às exportações. Segundo a Apil, as medidas podem ajudar a reorganizar dívidas, preservar o crédito e reduzir a saída de produtores da atividade.
O documento pede ainda que os candidatos apoiem as propostas e incluam as medidas em seus planos de mandato.