Resumo da notícia
- A soja apresenta alta liquidez no mercado brasileiro em junho, impulsionada por forte demanda da indústria e exportações que absorvem a oferta da safra recorde do país.
- Exportações brasileiras de soja em maio somaram 14,82 milhões de toneladas, com recorde acumulado no primeiro semestre, reforçando a competitividade nacional no mercado global.
- No mercado de milho, os preços caem devido à menor demanda spot, avanço da colheita da segunda safra e oferta internacional ampliada, apesar de produtores aguardarem melhor momento para venda.
A soja registra maior liquidez no mercado brasileiro neste início de junho. O ritmo forte das exportações e a demanda da indústria sustentam as negociações. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário limita quedas mais acentuadas nos preços da oleaginosa. Além disso, o mercado absorve a oferta da safra recorde colhida no Brasil.
As perspectivas para a produção global também seguem favoráveis. A Argentina avança na colheita, enquanto os Estados Unidos aceleram a semeadura da nova safra. Os embarques brasileiros reforçam a força da demanda internacional. Dados da Secex mostram exportações de 14,82 milhões de toneladas de soja em maio.
O volume ficou 11,5% abaixo de abril. No entanto, superou em 5,1% o registrado em maio de 2025. De janeiro a maio, o Brasil alcançou um recorde de exportações para o período. O resultado confirma a competitividade da soja brasileira no mercado global.
Produtores se preparam para vazio sanitário
No campo, os produtores iniciam os preparativos para o vazio sanitário da soja. A medida busca controlar a ferrugem asiática nas principais regiões produtoras.
Nos Estados Unidos, o USDA informou que a semeadura da safra 2026/27 atingiu 87% da área prevista. O índice supera a média de 80% dos últimos cinco anos.
Na Argentina, a colheita alcançou 91,7% da área cultivada. A Bolsa de Cereales manteve a estimativa da safra em 50,1 milhões de toneladas.
Milho mantém trajetória de queda

O mercado de milho iniciou junho com preços em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores, muitos compradores permanecem afastados do mercado spot. Além disso, parte da demanda já possui estoques suficientes para o curto prazo.
Os consumidores também acompanham o avanço da colheita da segunda safra brasileira. Ao mesmo tempo, observam a queda dos preços internacionais. Esse movimento reduz a paridade de exportação e aumenta a pressão sobre as cotações domésticas.
Do lado da oferta, produtores sem necessidade imediata de venda limitam os negócios. Com isso, aguardam melhores oportunidades de comercialização. Os vendedores apostam em possíveis sustentação dos preços. Entre os fatores observados estão a menor produção prevista para 2025/26 e os impactos climáticos.
A seca preocupa principalmente produtores de Goiás e de partes de Mato Grosso do Sul. No Paraná, as geadas também geram atenção sobre a produtividade.
Mercado externo pressiona cotações
No cenário internacional, os preços do milho registraram forte queda no começo de junho. A melhora das condições climáticas nos Estados Unidos contribuiu para o movimento. Além disso, a maior oferta na América do Sul ampliou a pressão sobre o mercado.
A colheita da segunda safra brasileira e a boa produção argentina também pesam sobre as cotações. Por fim, a desvalorização do trigo reforçou a tendência de baixa no mercado global de milho.









