Resumo da notícia
- A TCP bateu recorde ao movimentar 93,7 mil contêineres refrigerados entre jan-ago de 2026, 6% mais que em 2025, impulsionada por exportações de carnes e congelados que cresceram 12%.
- A carne de frango liderou os embarques da TCP, com 1,777 milhão de toneladas, alta de 21%, e a China foi o principal destino, seguida por Emirados Árabes e África do Sul.
- A TCP planeja expandir sua capacidade de tomadas refrigeradas de 5.280 para 6.000 até 2027, acompanhando a demanda crescente por infraestrutura para exportação de proteínas sob controle de temperatura.
A TCP, que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, bateu recorde na movimentação de contêineres refrigerados entre janeiro e agosto de 2026. Nesse período, o terminal embarcou 93,7 mil unidades, 6% a mais que as 88,4 mil registradas nos oito primeiros meses de 2025.
O resultado acompanha o avanço das exportações de carnes e congelados. Ao todo, a movimentação desse segmento passou de 2,359 milhões para 2,635 milhões de toneladas em um ano, crescimento de 12%.
Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, a retomada dos embarques de carne de frango, depois das restrições sanitárias enfrentadas pelo Brasil em 2025, e o aumento das exportações de carne suína ajudaram a impulsionar o resultado.
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Frango concentra maior volume
A carne de frango congelada liderou os embarques da TCP. Nos oito primeiros meses do ano, o terminal movimentou 1,777 milhão de toneladas, volume 21% superior às 1,469 milhão de toneladas registradas no mesmo período de 2025.
Entre os destinos, a China recebeu 12% desse volume. Na sequência, apareceram os Emirados Árabes Unidos, com 9%, e a África do Sul, com 8%.
No mercado nacional, os números também mostram avanço. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 3,921 milhões de toneladas de carne de frango entre janeiro e agosto de 2026, com receita de US$ 7,689 bilhões.
Esse cenário aumenta a demanda por estrutura refrigerada nos terminais que atendem o comércio exterior de proteínas.
Carne bovina mantém segundo lugar
A carne bovina ficou em segundo lugar entre as principais proteínas embarcadas pela TCP. O terminal movimentou 439 mil toneladas até agosto.
A China concentrou 43% desse volume. Depois, vieram os Estados Unidos, com 13%, e a Rússia, com 8%.
No país, as exportações de carne bovina somaram 2,202 milhões de toneladas no mesmo período, alta de 5,3% em relação a 2025. A receita chegou a US$ 12,79 bilhões, crescimento de 21,7%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC).
A carne suína, por sua vez, apresentou o maior crescimento percentual entre as principais proteínas movimentadas pela TCP. Os embarques passaram de 15,8 mil para 23,4 mil toneladas, avanço de 48%.
As Filipinas responderam por 34% das compras. Costa do Marfim, com 16%, e Libéria, com 13%, completaram os principais destinos.
TCP prepara expansão da estrutura
Com o aumento da movimentação, a logística portuária ganha importância para o setor de proteínas. Atualmente, a TCP informa contar com 5.280 tomadas para contêineres refrigerados.
A empresa também prevê ampliar essa capacidade para cerca de 6.000 tomadas até 2027. A expansão deve acompanhar o crescimento da movimentação de carnes, congelados e outras cargas que dependem de controle de temperatura.
Além da estrutura refrigerada, a TCP informa operar 22 linhas marítimas regulares, entre serviços de longo curso e cabotagem.
Para o setor de proteínas, o avanço dos embarques reforça a importância da infraestrutura necessária para levar a produção brasileira aos mercados internacionais. No caso do frango, o país já acumulava crescimento nas exportações até agosto, enquanto o terminal paranaense registrava novo recorde na movimentação de cargas refrigeradas.