Resumo da notícia
- O comércio agropecuário entre Brasil e Marrocos movimentou US$ 2,8 bilhões em 2025, com exportações brasileiras lideradas por açúcar e importações dominadas por fertilizantes marroquinos.
- Em 2026, a corrente de comércio cresceu 9,6% nas exportações e 34,4% nas importações, mantendo o déficit comercial para o Brasil, principalmente devido à alta demanda por fertilizantes.
- Mato Grosso é destaque nas exportações brasileiras para Marrocos, respondendo por 75% do milho vendido ao país africano, gerando cerca de US$ 280 milhões em receitas para o estado em 2025.
O comércio agropecuário fortalece a relação entre Brasil e Marrocos e movimenta bilhões de dólares todos os anos. Neste sábado (13), os países se enfrentam na Copa do Mundo, mas mantêm uma parceria estratégica além do esporte.
O Brasil exporta açúcar, milho, café e outros produtos agrícolas para o mercado marroquino. Em contrapartida, importa fertilizantes essenciais para a produção agrícola nacional. Com cerca de 38 milhões de habitantes, o Marrocos amplia investimentos na modernização da agricultura. Além disso, o país aumenta a demanda por alimentos e insumos agrícolas.
- Europa coloca o café no foco do debate sobre sustentabilidade
- Carne bovina dispara e rebanho atinge menor nível em 75 anos
Em 2025, as exportações brasileiras para o Marrocos alcançaram US$ 1,4 bilhão. No mesmo período, as importações também somaram US$ 1,4 bilhão.
Com isso, a corrente de comércio entre os países atingiu US$ 2,8 bilhões. Mesmo com equilíbrio nos fluxos, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 64,3 milhões. O Marrocos ocupou a 44ª posição entre os destinos das exportações brasileiras.
Açúcar lidera exportações brasileiras
O agronegócio concentrou grande parte das vendas brasileiras ao mercado marroquino. Os açúcares e melaços responderam por 58,1% das exportações.
Além disso, o Brasil embarcou milho, animais vivos, café, frutas e especiarias. Esses produtos completaram a pauta agrícola destinada ao país africano.
O açúcar manteve posição de destaque em 2025. O Marrocos importou 1,48 milhão de toneladas do produto. Os negócios movimentaram aproximadamente US$ 591 milhões.
Fertilizantes dominam importações
Os fertilizantes químicos lideraram as compras brasileiras no Marrocos. Em 2025, eles representaram 84,8% das importações vindas do país africano.
O resultado reforça a importância marroquina no fornecimento de insumos para as lavouras brasileiras. Esses produtos ajudam a sustentar a produtividade do campo.
Comércio cresce em 2026
A parceria comercial segue em expansão neste ano. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou US$ 328,3 milhões para o Marrocos. O valor representa crescimento de 9,6% na comparação anual. Já as importações avançaram 34,4% e atingiram US$ 881,7 milhões.
Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 1,2 bilhão nos cinco primeiros meses do ano. O saldo comercial ficou negativo em US$ 553,4 milhões para o Brasil. Nesse período, os açúcares e melaços continuaram na liderança das exportações brasileiras. Ao mesmo tempo, os fertilizantes permaneceram como principal item importado.
Mato Grosso amplia participação
Dados do IMEA mostram a relevância de Mato Grosso nessa relação comercial. Em 2025, o Marrocos importou 1,81 milhão de toneladas de milho brasileiro. Desse total, Mato Grosso respondeu por 1,37 milhão de toneladas. O volume representou 75% de todo o milho embarcado pelo Brasil ao país africano.
As vendas renderam cerca de US$ 280 milhões aos produtores mato-grossenses. Em 2026, até o início de maio, o estado exportou 153 mil toneladas. As negociações movimentaram aproximadamente US$ 33 milhões no período.
Carne bovina também ganha espaço
A carne bovina integra a pauta comercial entre os dois países. Em 2025, Mato Grosso exportou 668 toneladas do produto para o Marrocos. As vendas geraram receita próxima de US$ 3 milhões. No mesmo ano, o Brasil embarcou 6.658 toneladas de carne bovina. O faturamento nacional com a proteína superou US$ 23 milhões, fortalecendo a presença brasileira naquele mercado.









