Oferta elevada mantém pressão sobre o etanol, enquanto açúcar cristal segue volátil com influência do mercado internacional
Etanol perde força mesmo com mercado mais aquecido. Já o açúcar oscila, enquanto El Niño mantém agentes do setor em alerta.
Foto: divulgação - Agência Brasil / Fabio Rodrigues-Pozzebom

Os preços do etanol continuam em queda no mercado de São Paulo. A oferta crescente e a demanda fraca pressionam as cotações. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as férias escolares reduziram o fluxo de veículos. Como resultado, o consumo de combustíveis perdeu força.

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Na semana passada, distribuidoras compraram pequenos volumes em São Paulo. Em alguns casos, elas buscaram maiores quantidades em outros estados. Mesmo assim, vendedores precisaram reduzir ainda mais os preços para fechar negócios.

Além disso, o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina não impulsionou a demanda. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a elevação da mistura de 30% para 32% na última terça-feira (14). A medida entrará em vigor em 1º de agosto. Ela terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

Segundo o Cepea, a mudança ainda não gerou efeitos concretos sobre o mercado. Os pesquisadores também destacam que algumas usinas anteciparam vendas quando os preços estavam mais atrativos. Por isso, essas unidades reduziram a participação nas negociações do mercado spot nas últimas semanas.

Açúcar cristal mantém oscilações em São Paulo

Os preços do açúcar cristal branco continuam oscilando no mercado paulista. Nos últimos dias, as cotações registraram altas expressivas. O movimento acompanhou a valorização do mercado internacional. Ainda assim, a recuperação não definiu uma tendência consistente para os preços.

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Segundo pesquisadores do Cepea, a volatilidade resulta das mudanças constantes em fatores do mercado interno e externo. Esse cenário dificulta uma direção mais clara para as cotações. Ao mesmo tempo, a produção atende às expectativas do setor. As condições climáticas favorecem o desenvolvimento da safra. Com isso, a oferta abastece o mercado interno e ainda garante excedentes para exportação.